quinta-feira, 5 de julho de 2012

ASSESSOR, VOCÊ VAI TER UM.



Estamos nos aproximando das eleições municipais e logo teremos novos políticos eleitos, ou reeleitos e, por conseguinte, haverá necessidade da escolha de assessores.

Todo político que venha a ocupar um posto, ou já esteja ocupando, vai necessitar de um bom assessor, e em tempo integral. Este deve reunir algumas qualidades básicas atinente à confiança e qualificação necessárias para o desenvolvimento da função.

Praticamente é impossível ao político atual desenvolver seu trabalho sem ter um assessor ao seu lado. E dependendo do porte do político, mais de um. Porém, a função ainda não recebeu o devido valor e a importância que ele representa no dia-a-dia do político. Para alguns, o assessor é uma obrigação, é praxe. Para outros, uma necessidade, indispensável.

Mas afinal, o que faz um assessor ? Sua função é complexa e suas atribuições e responsabilidades serão sempre determinadas pelo chefe político, que de acordo com sua representatividade política exigirá mais, ou menos, de sua assessoria.

Geralmente, principalmente no nível da Câmara Municipal, o assessor é o “faz-tudo” do político e acaba se envolvendo em todas as  atividades, todos os problemas e soluções e às vezes até cuidando de assuntos particulares. Já no nível da administração municipal o assessor passa a ser uma “escada” para se chegar ao chefe e também um “pára-raios”, para evitar “saias-justas”, além de cuidar do relacionamento entre departamentos e os cidadãos. Neste nível existe também a assessoria técnica, consultada de acordo com os problemas e suas especialidades.

Independente de quais sejam suas funções, o assessor político será sempre um conselheiro, considerando sua lealdade, experiência, informações e sua melhor condição de orientar seu chefe com críticas, sugestões e alertas.

Maquiavel dizia: “ a única forma de um político proteger-se da bajulação é fazer as pessoas entenderem que não o ofendem por falar a verdade” A relação de lealdade e de confiança entre um político e seu assessor confirma Maquiavel. Mesmo que a verdade possa ser dolorosa ou causar desconforto o assessor não deve deixar de aplicá-la, porém, com cuidado para não ultrapassar o limite. Muitos assessores cometem este tipo de erro, com conseqüências até graves.

Muitas das tais verdades só devem ser ditas em conversas reservadas.
O assessor deve ter a correta percepção do momento ideal para dizer-las, considerando os problemas e os incômodos do momento na vida política do chefe.
Será sempre de bom tom que o assessor espere que o Chefe peça sua opinião ou que aborde determinado assunto.
Mais uma vez citando Maquiavel: “ quando todos podem dizer-lhe as verdades, perdem o respeito por ele”. Por isto existe a lógica de que será sempre do Chefe a iniciativa de levantar uma questão ou um tema. Cabe ao assessor esperar que seja consultado, salvo se, especialmente, tiver informações que possa de alguma forma afetar seu chefe. Aí sim, e de forma reservada, deverá levar ao conhecimento.

O político sempre buscará conselhos, mas o fará quando sentir que está precisando, e não quando outras pessoas o querem aconselhar. Qualquer assessor que agir diferente estará correndo o risco de ultrapassar os limites da boa assessoria. Mesmo que um relacionamento antigo e de muita confiança ofereça-lhe esta liberdade, deverá saber usá-la com muito critério e economia, ou acabará perdendo credibilidade.
Se o assessor concluir que é preciso tratar do assunto deverá escolher o momento mais adequado, a sós com o chefe e aí, então, colocar os fatos, sugestões e orientações. Mas o ideal é que a iniciativa seja sempre do chefe. Independente disto tudo, o assessor tem a obrigação de proteger sempre o político para o qual trabalha.
Ocorrendo alguma conversa com a participação de terceiros e, nela, sua opinião seja solicitada pelo chefe e você sentir que o assunto, ou a resposta, não deveria ser tratado ali, procure desviar-se da questão e depois, a sós com ele revelar seu ponto de vista e o porquê de ter evitado responder antes.
Lembre-se que atrás de um bom político sempre haverá um bom assessor. Então, você, que está prestes a ser eleito, já escolheu o seu ?

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