quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Câmara sem Censura

Olá pessoal. Estamos ausentes do blog pelo excesso de trabalho. Mas quem quiser postar algum comentário ou artigo é só entrar em contato comigo.

Nos últimos dias a política na cidade tem "esquentado" o tempo. Surgiu aquela historia do salário
da assessora do vereador e a coisa pegou fogo. Tenho ido à Câmara para estar acompanhando as coisas. Na penúltima sessão ordinária ( calma aí gente. Não estou ofendendo não. Ordinária é o nome da sessão por ser comum, dentro da programação e não ser extraordinaria), um vereador sugeriu ao Presidente que se afastasse do cargo para não atrapalhar investigações sobre o fato.
Sem pestanejar, tirou do bolso um I-Pod onde dizia ter a gravação do fato e que não fora ele quem gravou. No que o Presidente retrucou ter sido ele sim, juntamente com seu assessor e que estaria colocando a Polícia Civil para investigar a tal gravação. Aí a coisa esquentou.

Na sequencia o tal vereador disse que o ex-prefeito Dr. Sebastião iria ter o que a Maria ganhou atrás da horta, quando se referia à noticia de que as contas de 2.008 não teriam sido aprovadas pelo Tribunal de Contas. Deus que me livre, mas acho que dizer isto na tribuna da Câmara não seria quebra de decoro parlamentar ? Onde estão os demais vereadores que não viram isto ?

Estive na Câmara na sessão de ontem e parece que o assunto foi colocado em banho-maria. Parece que agora tudo está sob bom senso. Investigar, provar e depois falar. Já escreveram que se estariam valorizando mais o fato da gravação do que o que foi gravado. Mas enquanto não se sabe o que foi gravado fica em cartaz quem gravou.

Aliás, vocês se lembram daquele índio, o Cacique Juruna, que andava com um gravador embaixo do braço gravando tudo que lhe diziam ? Diziam que ele não entendia o homem-branco e por isto precisava gravar e ouvir muitas vezes. Outros diziam que o
indio era esperto e gravava para usar quando surgisse a oportunidade.

Pois é, cada tribo tem o Juruna que merece.

Já me acusaram de estar dando mais destaque para quem fez a gravação do que para o fato gravado. Isto é conversa de quem deve e está tremendo, senão vejamos os fatos.

Gravar uma conversa sem que a pessoa tenha autorizado é ilegal, e vergonhoso.
Tendo tomado conhecimento da gravidade do fato, se é que ele existiu, e se calado, seria
no mínimo conivência. Gravar a conversa e depois guardá-la para usar em uma oportunidade
qualquer de próprio interesse seria oportunismo. Se fosse feita por um vereador estariamos diante de uma quebra de decoro parlamentar .

Se ficasse comprovado que o vereador reteve salário de sua assessora, como saiu no jornal, seria uma improbidade administrativa. Saiu também no jornal que outros vereadores ficaram sabendo, na época, do fato. Se isto ficar comprovado, mais uma quebra de decoro parlamentar por conivencia de todos. E aí, não seria hora de nosso Promotor Público entrar em ação ?

Um perfeito balaio-de-gatos. Quem botar a mão dentro sai arranhado.

Para completar, nosso Defensor Público, que foi o causador do rebuliço, pediu substituto e se apresentou como testemunha por ter sido um ouvinte das declarações da tal senhora. iria o Defensor Público mentir ? Ou estaria mentindo a senhora ? E a gravação ?
Será tornada pública ? O povo iria finalmente saber o que foi dito ?

Se existe uma gravação existe, lógico, o gravador e a gravada. Como o vereador disse ( e mostrou) ter a gravação. Tudo é fato consumado. Resta conhecer o conteúdo.

Aí ficariam dois caminhos: O político, que seria provar se houve de fato a retenção de salários
e punir o vereador que por ventura tivesse praticado tal ato. E o caminho Legal, que seria punir quem fez ilegalmente a gravação e a tenha ocultado.

Então, vamos aguardar os fatos.

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