segunda-feira, 29 de julho de 2013

ALERTA AMARELO

 Como venho dizendo, as coisas estão ficando complicada.  Vamos torcer para que não cheguem até nossas industrias e que não traga desemprego. Este artigo é recente, e mostra uma realidade; A roda está rodando para trás. Se o Governo Federal não tomar medidas que possam alavancar a atividade industrial a situação poderá fugir do controle. O alerta amarelo já acendeu. 

Publicada em 27-07-2013      

Indústria mineira teve retração em junho, diz Fiemg

Produção e uso da capacidade instalada caíram.

A atividade industrial em Minas Gerais registrou queda em junho, indicando desaceleração no segundo trimestre do ano, com recuo tanto na produção quanto no emprego. A Sondagem Industrial, realizada pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) e Confederação Nacional da Indústria (CNI), indicou queda também no nível de utilização da capacidade instalada.

Entre as principais causas para a insatisfação dos empresários com a lucratividade e com a situação financeira, no segundo trimestre, eles destacam o aumento da taxa de juros e a inflação. E como maiores problemas indicam a alta carga tributária e a concorrência acirrada. Para o segundo semestre, a expectativa é de manutenção da produção em patamares semelhantes ao apurado no mesmo período do ano passado. "Os empresários não veem um cenário para a retomada da indústria no segundo semestre", analisa a economista da Fiemg, Anelise Fonseca.

Enquanto em maio a produção industrial mineira foi de 51,2 pontos, em junho caiu para 43,6 pontos, o menor indicador registrado em todo o ano. Se comparado com o mesmo mês de 2012, que na época também foi de queda, com 47,3 pontos, esse resultado indica um decréscimo de 3,7 pontos. Essa retração foi percebida tanto nas empresas de pequeno porte, com queda mais intensa (43,1 pontos), quanto nas grandes (43,6 pontos) e nas médias (44 pontos).

Acompanhando a curva da produção, o emprego industrial também caiu no mês de junho. O indicador de 47,3 pontos foi o menor registrado desde dezembro de 2012, quando foi apurado o resultado de 45,7 pontos. Anelise Fonseca chama atenção para o fato de que este é o segundo mês consecutivo em que o indicador aparece abaixo da linha dos 50 pontos. A queda mais intensa foi percebida junto às médias empresas (46,3) seguidas pelas grandes (47,1) e pelas pequenas (48,4 pontos).

O nível de utilização da capacidade instalada efetiva também foi baixo, ficando em 40,3 pontos em junho - o que representou uma deterioração de 5,1 pontos na comparação com maio. As pequenas apresentaram um índice muito baixo (36,7), seguidas pelas médias e grandes, com indicadores de 42,3 e 41,3 pontos, respectivamente.

O nível dos estoques de produtos finais registrou ligeira queda, passando de 52,1 pontos em maio, para 51 pontos em junho. Mas cresceu em relação a março, quando foram registrados 46,5 pontos. Segundo a pesquisa, o nível de estoques de produtos finais encerrou o mês conforme o planejado pelas empresas, com um índice de 50 pontos.


Indicadores financeiros - Os empresários estão cada vez mais insatisfeitos com a margem de lucro de suas empresas. O indicador, que já era negativo no primeiro trimestre do ano, com 40,2 pontos, mostrou deterioração, registrando 39,6 pontos no segundo trimestre. As mais insatisfeitas são as pequenas empresas, com indicador de 35,9 pontos. As médias e grandes apontaram 40,5 e 41,3 pontos, respectivamente.

O acesso ao crédito é outra fonte de insatisfação dos empresários, alcançando 43,4 pontos no segundo trimestre do ano. Embora o resultado seja negativo, considerando que está abaixo dos 50 pontos, apresentou uma melhora na comparação com os três primeiros do ano, quando se apurou 41,9 pontos. O indicador de situação financeira também foi negativo, com 46,3 pontos no trimestre, praticamente o mesmo patamar do registrado no mesmo período do ano passado, com 46,1 pontos.

Entre os principais problemas enfrentados pelos empresários, a Sondagem Industrial destaca a elevada carga tributária, apontada por 64,4% dos entrevistado, com ligeiro acréscimo em relação à pesquisa anterior, que indicou 62,4%. A segunda maior dificuldade do empresariado é a competição acirrada do mercado, apontada por 43,2%, ganhando intensidade em relação à pesquisa anterior (39,8%).

A falta de demanda é outra fonte de preocupação, com 32,6% das citações, tendo aparecido na quinta colocação no último trimestre de 2012. O alto custo da matéria-prima ganhou posição, passando do quinto para o quarto lugar entre os maiores entraves, sendo citado por 27,3% dos entrevistados. A carência de mão de obra voltou à quinta posição no ranking, com 25,8% das citações, perdendo uma colocação em relação à última pesquisa.

Para as grandes indústrias, a taxa de câmbio (34,9%) e as taxas de juros elevadas (20,9%) foram outros entraves de destaque. Nas médias, as taxas de juros (21,4%), a inadimplência (19%) e a falta de capital de giro (19%) são as maiores fontes de preocupação. Estes são os mesmos problemas enfrentados pelos empresários de pequeno porte, que apontaram as taxas de juros (19,1%), a inadimplência (19,1%) e a falta de capital de giro (17%).


Expectativas - Os indicadores de expectativa mostraram queda no otimismo dos empresários para o segundo semestre. No entanto, há boas expectativas em relação à demanda, impulsionando a compra de matéria-prima. "Mas não há perspectiva de crescimento", pontua Anelise Fonseca, lembrando que os indicadores de emprego e de exportações indicam estabilidade.

O indicador de aumento de demanda alcançou 55,8 pontos, caindo em relação a julho de 2012, quando era de 57,1 pontos. O de exportações manteve-se na faixa de 50,1 pontos, indicando estabilidade, com alguma queda na comparação com julho do ano passado, quando o resultado foi de 54,9 pontos. Os empresários acreditam em aumento de compras nos próximos meses, com 54,1 pontos, mantendo praticamente a mesma expectativa de julho de 2012, com 54 pontos. O indicador de emprego apresentou relativa estabilidade, com 49,7 pontos, após dois meses consecutivos com índice positivo. Em julho de 2012, o indicador foi de 49,6 pontos.

ANDREA ROCHA
Fonte:  Diário do Comércio – Pouso Alegre - MG


sexta-feira, 26 de julho de 2013

QUEM SABE FAZ A HORA.

As notícias do mundo  sempre nos trazem intranqüilidade. Europa em crise, desemprego de 27 % na Espanha, China diminuindo investimentos, USA, quem diria, tendo cidades importantes, como Chicago, indo a falência pura e simplesmente. Portugal, Itália, Grécia, tudo caindo pelas tabelas. Até a Finlândia, tida como exemplo mundial em todos os sentidos, sejam políticos, econômicos ou sociais, quebrou.

Prá baixo da linha do Equador  também vai ficando difícil. Venezuela, rica em petróleo, com inflação acima de 30 % e o desemprego  acima disto. Peru e Bolivia nunca foram exemplos de crescimento e desenvolvimento e agora sofrem pela falta de investimentos externos. Salva-se, como sempre, o Chile, que tem uma economia equilibrada. Mas se os preços do cobre caírem e os negócios diminuírem a coisa tende a ficar difícil por lá também.

A vizinha Argentina segue seu calvário de montanha russa. Neste momento está nas partes mais baixas.  Sem credibilidade no mundo econômico não consegue atrair investimentos. A inflação, popular já passou dos 25 %, enquanto o governo insiste em 6 % ( Algo parecido com o Brasil ?  )  e o país passa a depender praticamente das vendas ao Brasil, já que suas relações com os demais vizinhos estão em péssimo estado. Chile, Uruguai e Paraguai preferem ver o diabo a ter que enfrentar a presidente argentina.

Feita a rápida viagem, chegamos à terra do gigante adormecido, ou estremecido. Por aqui a coisa vai de mal a pior. Divida externa, que os petistas costumam dizer que o Lula pagou, já atingindo níveis nunca visto em apenas um  ano. Neste ritmo Dilma vai bater todos os recordes.  Empregos , ainda temos, apesar dos baixos salários, mas com sérios riscos de entrarmos na faixa dos europeus. Dívida interna, que o Lula nunca pensou em pagar, já atinge 1,3 trilhões, ou aprox. 600 bilhões de dólares, o dobro de nossas reservas cambiais,  e para segurar o dólar vai crescer ainda mais.

Acabo de ler no Estadão que Dilma se reuniu com Lula para tomar decisões políticas. Difícil entender que um país possa ser dirigido a seis mãos. Dilma, Lula e Temer juntos e o país na situação que está, seja política ou econômica, causam arrepios até nos mais otimistas. Qual investidor vai querer arriscar ?

Pronto. Desembarquei no Reino Encantado de Extrema. Quando se tem nível de desemprego de 5% considera-se como pleno emprego,  pois estes 5 % são creditados à rotatividade normal.
Extrema ainda tem empregos, e renda, claro, e a nossa macro-micro economia consegue se manter ativa, porém, há que se colocar as barbas de molho. Devemos ter cerca de 10 a 12 mil pessoas ativas na cidade. A maioria trabalhando nas indústrias locais, bancos e comércio.

Sem ser pessimista, mas sendo realista, se a economia mundial e a do Brasil, inclusa, está passando por apertos, nada impede que de repente o consumo diminua, a produção caia  e com ela viriam  as demissões. Se nossas empresas resolverem cortar, digamos, 20 % de seus quadros, teríamos uns 2 mil desempregados na cidade. Nossa economia suportaria isto ? O primeiro impacto seria no mercado imobiliário, com aluguéis não pagos, prestações em atraso, imóveis colocado à venda, com preços caindo. Na seqüência, o comercio de supérfluos, veículos, roupas, etc. e depois, se a situação perdurar, alimentos e produtos de uso diário.

Felizmente a economia é muito dinâmica. Quando um segmento mostra-se fraco, outros se destacam, crescem e se desenvolvem. Extrema está apoiada em uma variada gama de segmentos industriais, o que nos dá alguma segurança. Lá no alto falei de Detroit, nos USA. Uma cidade que era totalmente dependente da indústria automobilística. Por isto quebrou quando a indústria de automóveis entrou em crise.

Por aqui temos indústrias de chocolates, biscoitos (alimentos), Fundições, Metalúrgicas, Eletro-Eletrônicos, Eletrodomésticos, Plásticos, produtos de higiene e limpeza, além das empresas prestadoras de serviços e empresas satélites daquelas maiores. Isto nos dá uma certa segurança visto que dificilmente teríamos uma queda de consumo em todos estes segmentos.

Por coincidência, ou por planejamento, criamos um “colchão” que poderá suportar nossa queda e estamos seguindo no mesmo caminho. É preciso manter um “estoque” de empregos, constantemente,  e isto se conseguirá com mais empresas chegando à nossa cidade. A cidade conquistou credibilidade e respeito político. A quantidade de grandes empresas é atrativo para outras mais. Temos um certo conforto econômico e de empregos e podemos nos dar ao luxo de escolher as novas empresas que buscam a cidade.

É chegada a hora de se buscar empresas de alta tecnologia, que tragam faturamento expressivo  e impostos sem ocupar muito espaço e sem exigir muitos empregados, mas que possam pagar melhores salários. Em contrapartida, precisamos dispor de mão de obra qualificada para estas empresas, ou terão que trazer de, ou ir buscar, em outras cidades.  E é neste caminho que entramos. A diversificação industrial é que trará para nossa cidade a segurança do emprego e da renda para as famílias. Precisamos estar prontos para isto.

Portanto, já passamos da hora de cada um investir na sua formação e qualificação, enquanto é tempo. Oportunidades sempre existirão, porém, cada vez mais com mais exigências. No passado, quem tinha o Ginásio e sabia datilografia, lembram disto ?, já se credenciava a um bom emprego. Hoje, é preciso nível Superior e informática para se começar um estágio, aprender uma profissão, se especializar e sonhar com cargos de chefia e salários idem.

A roda da economia está rodando. Quem andar ao lado estará na mesma velocidade. Se ficar parado na frente será esmagado e se não acompanhar ficará definitivamente para trás.

Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

CREDIBILIDADE NÃO SE ADQUIRE POR DECRETO, SE CONQUISTA.

CREDIBILIDADE NÃO SE ADQUIRE POR DECRETO, SE CONQUISTA.

A inflação  subiu menos  porque o povo está sem dinheiro, ou o povo está sem dinheiro por causa da alta da inflação ? Esta é a questão a ser analisada. Em julho a inflação indica para uma alta de apenas 0,07 %, contra 0,38 % em junho.  Bom ? Depende do ponto de vista.

Se considerarmos os últimos 12 meses veremos que a inflação acumulada  chegou aos 6,4 %, ou, praticamente no limite da meta estabelecida pelo Governo Federal, que é de 6,5 %. Os planos sempre foram de ficar no centro da meta, ou, 3,5 %.

Quem sofre mais com isto ? Claro, as pessoas das classes C, D e E, cujos  salários são reajustados apenas pelos índices oficiais mas que são corroídos pela inflação real, atualmente estimada em torno de 15 %. Em termos reais a renda vem crescendo , pois as classes A e B conseguem obter correções e ajustes às suas rendas, na pior das hipóteses, conforme a inflação. E a renda também cresce porque ainda existe demanda por mão de obra  e existem muitos empregos.

Mas isto é macroeconomia e nosso negócio é falar de política. O que pode estar causando maiores preocupações ao cidadão comum ? O crescimento da inflação ou a possibilidade de Dilma se reeleger, ou até mesmo de Lula voltar ? Olhando para os comentários aí de cima é possível entender que as classes C, D e E são as que elegeram Dilma e Lula, mas são elas também que estão sofrendo um achatamento na renda, diminuição na prestação de serviços do Estado ( Saúde, Educação, Segurança , Transporte). E isto pode colocar em risco os planos do PT.

Pronto, Falei de economia e de política. Percebe-se que os dois assuntos se interligam ? Não tem política sem economia nem economia sem política.

Ah, mas a Dilma, e o Banco Central já estão aumentando os juros para derrubar a inflação. Ok, ok. Mas nem sempre isto deu, ou dará certo. Juros mais altos significa que o dinheiro ( empréstimos, financiamentos, cheque especial, Cartão de Crédito, carnê ) fica mais caro e com isto diminui-se os investimentos dos empresários, enfraquece nosso famoso PIB, começa a diminuir os empregos, a renda vai cair, cai o consumo e a “roda” começa a rodar para trás.

Índices oficiais já apontam para queda na produção,  e no emprego. Os estoques das empresas também estão elevados, apontando para queda no consumo. Em seguida viram os cancelamentos de compras e novos pedidos. Olha aí a roda rodando para trás de novo.

O dólar aumentou  mais que 10% este ano ( lembrando que o Plano Real colocou  o dólar a R$ 0,98  e já está em R$ 2,24, ou seja, Lula e Dilma fizeram o dólar crescer mais que 125 % ) e isto faz com que os preços de insumos importados fiquem mais caro, e produtos acabados, importados, fiquem mais barato. E aí, tome produtos chineses. Este quadro causa uma competição terrível com danos ao empresário brasileiro. Para piorar, o Brasil tem a maior carga tributaria do mundo. Muitos produtos carregam em média em seu preço 80 % de impostos ( caso do cigarro e bebidas ) e apenas 20 % de matéria prima e mão de obra.

E é esta maldita  reforma tributaria, que nunca vem, pois para vir será necessário o Governo cortar muitos gastos, que tira de nosso país a possibilidade de ser um dos maiores exportadores. É esta tal carga tributaria que leva 1/3 da renda do trabalhador. Ou seja, de cada 3 meses trabalhado, um mês fica para o governo na forma de impostos.

Um carro fabricado no México tem uma carga de impostos de 20 %. Na Argentina, de 15 a 25 % e no Brasil chega-se até a 40 % ou mais. Ou seja, de cada 3 carros fabricados, mais que um vai para o governo na forma de impostos. E para onde vai todos estes impostos ? Para um grande ralo chamado administração inchada e corrupção.

Como se faz para emagrecer um gordo ? Regime. Corta-se a quantidade de alimentos que ele habitualmente come. Uma reforma tributaria que retirasse, pelo menos, 30 % dos impostos aumentaria de imediato a renda do trabalhador em 30 %, diminuiria os preços em 30 % e seríamos 30 % mais competitivo nas exportações. Para isto Dilma precisa diminuir o prato do gordo, ou  custo do país. Cortar na carne, começando pela Câmara Federal e Senado. Temos 570 deputados. Que tal diminuir para 300 ? Temos 51 senadores. Poderíamos, talvez, resolver o problema com uns 25. Temos 39 Ministérios, talvez  fosse possível trabalhar com uns 20. Nesta esteira teríamos uma redução gigantesca  na máquina administrativa reduzindo o orçamento e podendo abrir mão de impostos. Ah, mas isto geraria desemprego dos funcionários públicos, gritariam alguns. Em tese, sim. Mas tirando-se impostos as empresas poderiam vender mais, produzir mais e contratar este pessoal todo. A diferença é que milhares de funcionários que hoje não atuam na produção, passariam a ser produtivos e a gerar economia e renda. Hoje geram apenas custos.

Mais competitividade e mais renda geraria mais consumo, que geraria mais empregos, mais renda, mais emprego... Olha aí a roda voltando a rodar para a frente. Maias gente trabalhando e ganhando mais dinheiro geraria maior arrecadação para a Previdência Social ( INSS), que poderia pagar melhores aposentadorias e prestar melhor atendimento.

Na medida em  que  as classes C, E e E entenderem estes números e situações, e esperamos que já esteja ocorrendo, ficará muito difícil para Dilma recuperar credibilidade e mais difícil para Lula convencer o povo de que Dilma foi um blefe, uma mentira.


terça-feira, 25 de junho de 2013

UM BRASIL MAIS SÉRIO, LIMPO, E JUSTO.


Perdido na passeata das manifestações, no meio de tantos cartazes e faixas, um anônimo carregava uma mensagem que nos colocam  a pensar. Dizia o cartaz: “ Um Brasil mais sério, mais limpo, e mais justo”.

Pode-se entender isto como um resumo de tudo que os brasileiros desejam neste momento, pois todos, oposição ou situação, os de cima do muro no meio, já perderam a paciência. Afinal, já se vão 10 anos de Governo PT, que prometeu revolucionar a administração pública, acabar com a corrupção e liquidar com o chamado “Custo Brasil”.

Mas o tempo passou, a máquina pública só inchou. A corrupção se propagou como rastilho de pólvora, adentrou por todos os meandros públicos. Aqueles que se propunham  à seriedade, honestidade e justiça se transformaram nos maiores aproveitadores do “puder”. E o povo foi para as ruas. Ninguém sabe dizer no que vai dar isto, mas que mudanças deverão ocorrer não restam dúvidas.

Está a Presidente Dilma, mais uma vez,  prometendo mundos e fundos. Mas esta receita petista, as de promessas, se esgotou. Os próprios petistas já criticam e não aceitam mais este caminho da enganação do povo.

- Importar médicos.

De fato, o Brasil tem uma enorme deficiência na formação de novos profissionais. Mas trazer-los de outro país  seria a solução ? Onde teremos hospitais, consultórios, enfermarias, equipamentos e medicamentos para estes profissionais poderem trabalhar ?

Porque nos faltam médicos ? Não seria pela falta de investimento na educação, na disponibilização de novas universidades, no apoio aos jovens que queiram estudar medicina ? Quando que um jovem da classe média, ou da classe mais pobre, pode sonhar em cursar medicina ?  Falta incentivo à especializações, falta remuneração justa. O SUS paga R$ 110,00 para um médico fazer um parto normal, que pode tomar 15 a 20 horas de um profissional. Em seu consultório, em uma só consulta, ela pode receber R$ 150 a 200. Enquanto isto o SUS paga à  este mesmo profissional R$ 10,00 por uma consulta. Quem acredita que aqueles médicos importados trabalhariam nestas condições ?

- Fazer uma reforma política.

Como propor um plebiscito para decidir sobre isto se o Congresso aí está, eleito pelo povo, exatamente para fazer isto: Propor mudanças ? Que não ousem indagar ao povo o que ele quer como reforma política, pois o povo vai pedir que saiam todos e que o último apague a luz. Este Congresso não tem moral para mais nada pois legislam em causa própria.

- Melhorar a mobilidade urbana.

Em 10 anos de governo o PT não construiu  nada em termos de novas ferrovias e rodovias. Os metrôs das grandes capitais estão se arrastando em obras superfaturadas que não acabam nunca. Os aeroportos estão superlotados, o Brasil já não oferece a segurança de vôo necessária, os portos estão defasados. Já não conseguimos mais exportar nossas safras e nossa produção industrial.

A carga tributaria que incide sobre veículos de carga e passageiros, sobre combustíveis, peças e acessórios impedem definitivamente que tenhamos tarifas mais justas e que atendam a baixa renda da população.

- Uma nova Assembléia Constituinte ?

Pode até ser interessante, pois as portas e janelas foram quebradas, o vento está soprando e os papéis estão voando. Já não adianta colocar pesos sobre os papéis,  pois o vento vai aumentando. É preciso consertar as portas e janelas, e rapidamente. O tempo não espera. É preciso fazer algo que reflita de pronto o Brasil "mais sério, mais limpo e mais justo " reclamado pelo manifestante anônimo, certamente fazendo coro à voz da grande maioria.

- Uma reforma Trabalhista.

Se faz urgente. Já passou da hora. Já temos empresas brasileiras indo produzir na China, na Índia e até em países vizinhos. Fica mais barato. Os custos de contratação e manutenção de um empregado no Brasil já ultrapassam em 100 % do valor de seu salário. A empresa contrata um e paga por dois. O FGTS, que foi criado para financiar casas para o trabalhador foi desvirtuado e hoje temos a maior defasagem habitacional deste país.

É chegada a hora, já tardia, de mudanças nos sistemas políticos e partidários. É chegada a hora de se modernizar nossas leis, nosso Judiciário. É preciso leis fortes e aplicáveis, acabar com os eternos recursos e mais recursos que impedem os bandidos de colarinho branco irem para a prisão. É preciso mostrar ao povo que a lei existe para todos e é igual para todos e que os exemplos venham de cima.

Não queiram agora jogar no colo do povo a responsabilidade que foi do governo e este não cumpriu. O povo irá, sim, se manifestar ano que vem, em outubro, quando estarão escolhendo seus novos deputados, senadores, governadores e o novo Presidente da Republica. Que reflitam sobre tudo que estamos vivendo e digam não à reeleição. Que saibam escolher seus representantes. Que não façam de seu voto um protesto, elegendo artistas e jogadores de futebol que de política nada sabem nem estão interessados. Façam de seu voto uma bandeira contra a corrupção e os desmandos que tanto judiam de nosso povo.



Até lá, se não houver medidas corretas e não só políticas, vamos viver de passeatas e manifestações, com pessoas sendo machucadas, policias se ferindo, cidadãos impedidos de ir e vir, de trabalhar, empresas tendo prejuízos e políticos escondidos em gabinetes sem saber o que fazer.

O Gigante não acordou. Por enquanto apenas se mexeu e virou de lado. Oxalá levante e caminhe.





PENA MÁXIMA

Em uma pequena cidade do Sul de Minas Gerais um bandido, ladrão, foi preso. Levado para a Delegacia, e depois para a cadeia, tratou de contratar um advogado. Com não tinha muito dinheiro buscou um advogado barato.


Contratado o advogado, lá se foi ele fazer a defesa de seu cliente. E caprichou. Foi objetivo, curto e grosso. Seu cliente era inocente, até prova em contrário.


Na audiência o juiz solicita que o advogado de defesa se apresente e lhe solta uma admoestação. “Gostaria de dizer ao nobre advogado que sua defesa não prima pela qualidade, além de erros grotescos de português.”


No que o advogado impertinente respondeu. “ Sua excelência está aí para julgar e não para dar aulas de português”


E o juiz segue: O nobre advogado está agindo como uma criança mimada. Isto aqui é um Tribunal. Peço que tenha um comportamento de Homem”.


E o advogado, mais atrevido: “ Vossa excelência está dizendo que sou gay ? “ Pois vou lhe processar ! “


E o juiz respondeu: “ Este será outro processo, pois neste aqui o réu está condenado à pena máxima.”


Desde então aquele advogado passou a ser chamado por todo mundo de Pena Máxima, pois suas defesas sempre levaram seus clientes à condenação.

Mulher, e mulher.



Deus nos deu duas armas muito especiais; O cérebro e a língüa, para que fossem utilizadas sempre em conjunto.
Deus fez a mulher para ser a deusa do homem e motivar sua vida. Mas não foi à perfeição final.
Mas Deus, muito esperto, deu também o livre arbitrio.
Quando se perdem estes controles, acaba dando tilt geral.
Uma mulher bêbada perde o raciocínio. Se drogada, pior ainda, pois perde os neurônios e aí só fala porcarias. Se agachar para cagar acaba caindo sobre a merda. Uma outra mulher que resolve ser puta, até por força de sua profissão, não pode ter nojo de mais nada e de ninguém. Seu cérebro já não tem funcionamento normal e só funciona a língüa. E sabe-se lá para o que.
Quando pessoas deste tipo se unem para falar mal de alguém, precisam primeiro de um banho de higiene, mental e física, e depois adquirirem moral para poder falar de qualquer outra pessoa.
A mulher inteligente é aquela que faz por ser admirada. Estas tem minha admiração, já por aquelas, meu lamento.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

ÁGUA À VISTA !


O Governo Dilma perdeu o rumo. A equipe econômica já abandonou as metas antes estabelecidas , pois nada foi ou será alcançado. A elasticidade dada às promessas feitas e não cumpridas acabou por comprometer a credibilidade do Governo e do País.

O primeiro sinal, e grave, foi dado pela agencia de classificação de riscos Standard and Poor´s ( S & P ) que já prevê rebaixamento na avaliação econômica do país. Isto não ocorria desde 2003, quando o PT chegou ao poder. Se outras agencias seguirem o mesmo caminho o barco vai a pique.

Quando os ratos começam a deixar o navio é porque tem risco de afundamento. Delfim Neto, conselheiro econômico de Dilma, já deita falação sobre a política econômica de Mantega. PMDB, parceiro e base de apoio do PT, já ameaça debandar,  pois é um partido que se alimenta do poder. Se quer sair é porque está percebendo que o prato vai se esvaziar.

O Brasil era o 2º país, entre os emergentes, preferido para investimentos. Hoje já caiu para a 6ª posição. O PIB brasileiro está abaixo até de pequenos países aqui da America do Sul.
A inflação está crescendo. E devemos falar da inflação de mercado, aquela que a população sente no bolso, e não na inflação oficial informada pelo governo.  A arrecadação tributaria está caindo e isto se reflete diretamente nos repasses aos municípios, através do Fundo de Participação dos Municípios. Conseqüentemente, ocorre queda de empregos e de renda, e a roda começa a roda para traz. Menos renda = Menos consumo = Menos emprego  =  Menos renda....

Por mais que o governo tente alquimias econômicas o dólar vai  subindo. Logo chega a R$ 2,20, maior valor desde 2009. Lembrando que Lula pegou a economia com o dólar na base de 1 x 1. De lá para cá já se foram 120 % de valorização. Isto explica porque o país está perdendo mercado em todo o mundo. Perdeu competitividade, não tem preços para exportar produtos acabados. O país vive da exportação de primários e produtos agrícolas não industrializados.

Estamos exportando minério de ferro, e importando aço. Exportando soja bruta e importando óleos e adubos, exportando café em grãos e importando café industrializado e por aí se vão nossos  empregos.

Uma carga tributária terrível, a maior do mundo, torna nossos produtos caríssimos. Vendemos minério de ferro para a China, que depois vem vender aqui chapas de aço muito mais barato do que nossas siderúrgicas podem fabricar. Vendem aqui carros muito mais baratos do que podemos fabricar. E somente políticas de impostos elevados é que fazem os preços  dos carros importados não afundarem de vez a industria automobilística brasileira.

Tem-se a impressão que a equipe econômica está totalmente perdida. Cada um tem sua avaliação, seus números e suas promessas.   O barco está fazendo água e a rataiada corre cada uma para seu lado. Ou o Governo se ajeita, passam a falar a mesma língua e cortem na carne, começando pela máquina administrativa e pelos altos salários e despesas , faz uma reforma tributaria e trabalhista , ou não demora e ninguém mais segura o barco, que vai fazer água.