terça-feira, 21 de janeiro de 2014

NÃO VAMOS TER COPA ?

Claro que teremos a Copa. A Fifa vai empurrar isto e a Copa vai acontecer. É um tipo de evento que uma vez iniciado terá seu fim. Custe o que custar.

Só não sabemos como. Ou sabemos ? 60% dos novos estádios ainda não estão prontos e isto a menos de 5 meses da abertura da Copa. Na Europa, quando as Copas foram realizadas por lá, os estádios estavam prontos 1 ano antes do evento.

Como dito, de um jeito ou de outro, com arquibancadas pré-montadas, na pura gambiarra, a Copa vai acontecer. Mas.... imaginem como ficarão nossos aeroportos, rodoviárias, o trânsito, o estacionamento de quem arriscar ir de carro. E o Metrô. Vai virar lata de sardinhas. Nada foi feito em termos de infraestrutura local em torno dos estádios, nos transportes de massa, nos aeroportos.

Imagine um turista vindo da Europa, desembarcando em Cumbica e tendo que se dirigir ao seu hotel no centro da cidade e de lá para Itaquera para assistir a abertura da Copa. O Itaquerão tem um único acesso para carros e ônibus. Uma única linha de Metrô, que também serve à população local e já é saturada.

O estacionamento de carros deverá ser nos estacionamentos de supermercados, de faculdades e nas ruas. Nós sabemos o que significa deixar o carro na rua. Flanelinhas estarão a toda e irão cobrar uns 50 reais "só para olhar", e não para riscar.

Com certeza teremos manifestações e protestos em frente aos estádios. Como estará o policiamento, como será a reação e a ação ? Nossa Policia está sendo treinada para isto ? E os famosos "rolezinhos" ? Será que isto vai acontecer em dia de jogo para ter "acesso" à ingressos ?

E na Comunicação ? Como estaremos ? Está previsto na inauguração a presença de aproximadamente 4 mil profissionais da imprensa. Teremos espaço para isto tudo ? Teremos 3 G ou 4 G ? E nossas empresas de celulares, criarão vergonha na cara e prestarão um serviço de primeiro mundo ? E se prestarem este serviço ficaria a questão: Se para a Copa pode, porque não prestam o mesmo serviço para toda a população ?

E na Hospedagem ? Quantos hotéis foram construídos para a Copa ? Já dizem que os preços no Rio mais que quadruplicaram. E as passagens de avião ? Como serão os preços ? E as reservas ? Serão respeitadas ? Os restaurantes, vão entrar na mesma dança ?

Os assaltos nas saídas dos aeroportos, os arrastões em restaurantes, os flanelinhas, os ingressos falsos vendidos na porta do estádios, a venda de todo tipo de bugigangas e comidas nas portas dos estádios ? Haverá policiamento suficiente para isto ? Que ótimo ! Então poderíamos ter este policiamento sempre e nunca tivemos ? Porque será ?

Vamos tirar o leite da pedra. Quem sabe esta Copa vá nos mostrar que podíamos fazer muita coisa e não fazíamos por pura vagabundagem, né mesmo ?

O Brasil já passa vergonha perante todos os países que já organizaram uma Copa e esta será a Copa da Vergonha. O mundo todo irá comentar a porcaria que fizemos, e olha que o investimento não foi pequeno. Bilhões de reais foram "sugados" por esta Copa enquanto a população morre nas filas de Hospitais e prontos-socorros.

Oxalá tenhamos uma Copa tranquila e, pelo menos, com alguma organização. Afinal, somos o país do futebol. E assim sendo, só faltava fazermos a pior organização e ainda perder a Copa. Deus nos livre destas maldades.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

VENHA A NOS, DO VOSSO REINO, POR FAVOR, OU EU CONTO.

Gente, estou pasmo. Em uma semana Genoino já conseguiu amealhar mais de 700 mil reais em "doações" para pagar sua multa. Nem uma campanha para ajudar uma criança com câncer conseguiria isto em um ano.

Agora vamos para outras campanhas para salvar petistas. João Paulo, 600 mil reais. Delubio Soares, 500 mil reais. José Dirceu, 1.100.000,00 ( Um milhão e cem mil reais). E ainda tem o Marcos Valério, cuja boca continua fechadinha.  Ele terá que pagar mais de 4 milhões de reais.

E a expectativa é que a Petezada vá colaborar e doar esta grana toda. E todo mundo acredita nisto. Onde está a Receita Federal para investigar estas doações ? A origem delas ?

O País perdeu a vergonha de ter vergonha. Passam a esponja na nossa cara e aceitamos tudo com a maior naturalidade. Querem que acreditamos que o petista assalariado possa estar doando 10 mil reais. Quem, em sã consciência, mesmo um petista roxo, daria 10 mil reais de sua poupança para pagar uma multa de político corrupto ?

Está na cara que está vindo dinheiro de fora do país. Se investigarem terão pela frente um dos maiores escândalos do Brasil, capaz de enterrar qualquer candidatura. Quem se habilita ?

Agora o PT está sentindo o preço das faturas e muitas estão por vir. Ninguém vai ficar preso de graça. Está aberto o CADEIADUTO. Quem investigar, achará.

E AÍ, VAI PARA O ROLÊ ?

Olá pessoal, tudo bem ?

O blog esteve parado por um tempo por problemas técnicos. Mudamos o e-mail e o endereço e ficou difícil acertar isto. Mas já estamos no ar novamente.

Neste tempo todo muitas coisas aconteceram e perdemos a oportunidade de comentar.

Mas o Face não deixa escapar nada e todo mundo vai tomando conhecimento. O que está na crista da onda são os tais "rolezinhos", que estão deixando as autoridades meio que perdidas. Fazer o quê com esta turma toda invadindo shoppings ? Não pode prender, não pode bater, não pode proibir.

Estamos vivendo uma situação muito perigosa. A população não pode mais sair de casa. Na rua é assaltada pelos trombadinhas. No carro é assaltado pelo ladrão de oportunidade. Se você der azar e for o escolhido, um abraço. Vão levar suas coisas e olha lá se não te dão um tiro.

Se você vai a um restaurante poderá ser vitima de um arrastão. Levam seu celular, seu dinheiro , seus cartões, seu  relógio e, se der azar, também seu carro.

Haviam os shoppings, como área segura para passear, fazer um lanche e até ir a um restaurante ou cinema. Mas este Oásis também acabou. Você está lá com a família, passeando, olhando as vitrinas e de repente aparece uma multidão de vândalos, como gafanhotos na roça, e vão passando por cima de tudo e de todos.

E os políticos, fazem o quê ? Ora ! Estamos em ano eleitoral, logo teremos eleição para Governador, Deputado Estadual, Deputado Federal, Senador e Presidente da Republica. Então, quem seria maluco de ir contra os "rolezinhos" ou qual seria o governador que mandaria a Policia "sentar o cacete" nestes vândalos?

Ah, os jovens não tem espaço para se divertir e por isto fazem estes protestos. Verdade ? E o que faziam no ano passado ? Tinham espaços ? E o que está fazendo o MST apoiando o movimento ? Não estariam incentivando isto para desestabilizar os governantes de plantão ?

Os jovens formam uma massa fácil de manobrar. Basta colocar pessoas de marqueting para trabalharem no Faceboock, convocarem os jovens, fazer o "agito" e a "boiada" estará pronta para a correria.

Vamos ver como o Governo e a Polícia irão resolver o problema. Se for modismo, será como aqueles dos tais 20 centavos. Mas se a coisa continuar do jeito que está vamos ter shopping fechando as portas por falta de clientes, bares e restaurantes no mesmo caminho. Todo mundo vai ter que se fechar em casa, como presidiários que saem para trabalhar durante o dia e volta para a cadeia para dormir.

Já começo e sentir saudades do Geisel e Figueiredo. Infelizmente.
  

terça-feira, 13 de agosto de 2013

A EXTREMA CATARINENSE

A EXTREMA CATARINENSE

A BMW , montadora alemã, está construindo sua fábrica brasileira na pequena cidade de Araquari, em Santa Catarina. Uma pacata cidadezinha de menos de 24 mil habitantes, que dependia economicamente da produção de maracujás, está de frente para um investimento inicial de 500 milhões de reais.

A fábrica da BMW, que deverá iniciar produção no final de 2.014, espera ter 3.200 funcionários entre produção e administração. Mão de obra qualificada que a cidade não tem ainda como oferecer. Muita gente virá de fora e enquanto isto a empresa irá treinar o pessoal local.

Espera-se a chegada de gente de Curitiba, Joinville, Florianópolis e até de São Paulo. A cidade será invadida nos próximos dois anos por gente de todos os lados. mUITA GENTE QUALIFICADA.

Araquari não tem hospital, tem apenas algumas escolas, ruas sem asfalto. Enfim, falta tudo na cidade. O primeiro hotel acaba de ser inaugurado por um casal de investidores. Mas a arrecadação já saltou de 18 milhões de reais em 2.009 para 76 milhões este ano, e será ainda muito maior quando a empresa começar a produzir e vender. Já se projeta uma população de 130 mil habitantes para os próximos 10 anos.

Mas com este “boom” econômico também chegam os problemas. Terrenos que eram vendidos a R$ 8,00 o mt2 já custa R$ 80,00. Existe uma “febre” imobiliária na cidade. Corretores de Joinville sentaram praça na cidade para fazer negócios, que acontecem todos os dias.
A cidade não tem um sistema de transporte e, por ser plana, todo mundo anda de bicicleta. 3.200 funcionários na empresa poderá gerar uma enorme frota de bicicletas, várias lojas do ramo, oficinas de manutenção. Imaginem quando chegarem as empresas “satélites” que prestam serviços à grande empresa.

E também já tem os “reclamões”.  A cidade tem algumas aldeias indígenas, como a Tiaraju, que fica próxima ao local onde estão construindo a fábrica. E já estão reclamando que a empresa deveria procurar os índios para oferecer algum tipo de ajuda. Procurar a empresa para trabalhar nas obras e ser treinado para a fábrica, nem pensar.

Um Sindicato de Metalúrgicos, dirigido pelo PT, já se instalou na cidade para começar a cobrar dos trabalhadores a maldita contribuição sindical, e também dos patrões. 

Mas a cidade toda está ansiosa, agitada. Afinal, não ganharam apenas uma montadora de carros. Ganharam uma “grife” e será colocada no mapa mundial da industria automobilística.

Araquari nunca mais será a cidadezinha pacata e tranqüila, mas pobre e sem futuro. Vai ganhar movimento, agitação, mas também ganhará melhores condições de vida para a população.

O investimento de 500 milhões de reais, só nas obras e construção da fábrica, já ultrapassa o PIB da cidade, que é de 297,3 milhões, conforme o IBGE. 140 % a mais. E quando a BMW começar a faturar serão, em média, 32 mil carros por ano, a um preço médio de R$ 200 mil, estima-se um faturamento de 6 bilhões de reais por ano. Qual será a arrecadação desta cidade daqui para a frente ? Logo terá hospital, escolas, creches, e todo tipo de atendimento social que o dinheiro pode pagar.

E porque a empresa escolheu Araquari ? Simples. Pela sua localização estratégica em relação a rodovias, portos (5) e aeroporto.  Parecido com Extrema, né mesmo ?   


segunda-feira, 29 de julho de 2013

ALERTA AMARELO

 Como venho dizendo, as coisas estão ficando complicada.  Vamos torcer para que não cheguem até nossas industrias e que não traga desemprego. Este artigo é recente, e mostra uma realidade; A roda está rodando para trás. Se o Governo Federal não tomar medidas que possam alavancar a atividade industrial a situação poderá fugir do controle. O alerta amarelo já acendeu. 

Publicada em 27-07-2013      

Indústria mineira teve retração em junho, diz Fiemg

Produção e uso da capacidade instalada caíram.

A atividade industrial em Minas Gerais registrou queda em junho, indicando desaceleração no segundo trimestre do ano, com recuo tanto na produção quanto no emprego. A Sondagem Industrial, realizada pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) e Confederação Nacional da Indústria (CNI), indicou queda também no nível de utilização da capacidade instalada.

Entre as principais causas para a insatisfação dos empresários com a lucratividade e com a situação financeira, no segundo trimestre, eles destacam o aumento da taxa de juros e a inflação. E como maiores problemas indicam a alta carga tributária e a concorrência acirrada. Para o segundo semestre, a expectativa é de manutenção da produção em patamares semelhantes ao apurado no mesmo período do ano passado. "Os empresários não veem um cenário para a retomada da indústria no segundo semestre", analisa a economista da Fiemg, Anelise Fonseca.

Enquanto em maio a produção industrial mineira foi de 51,2 pontos, em junho caiu para 43,6 pontos, o menor indicador registrado em todo o ano. Se comparado com o mesmo mês de 2012, que na época também foi de queda, com 47,3 pontos, esse resultado indica um decréscimo de 3,7 pontos. Essa retração foi percebida tanto nas empresas de pequeno porte, com queda mais intensa (43,1 pontos), quanto nas grandes (43,6 pontos) e nas médias (44 pontos).

Acompanhando a curva da produção, o emprego industrial também caiu no mês de junho. O indicador de 47,3 pontos foi o menor registrado desde dezembro de 2012, quando foi apurado o resultado de 45,7 pontos. Anelise Fonseca chama atenção para o fato de que este é o segundo mês consecutivo em que o indicador aparece abaixo da linha dos 50 pontos. A queda mais intensa foi percebida junto às médias empresas (46,3) seguidas pelas grandes (47,1) e pelas pequenas (48,4 pontos).

O nível de utilização da capacidade instalada efetiva também foi baixo, ficando em 40,3 pontos em junho - o que representou uma deterioração de 5,1 pontos na comparação com maio. As pequenas apresentaram um índice muito baixo (36,7), seguidas pelas médias e grandes, com indicadores de 42,3 e 41,3 pontos, respectivamente.

O nível dos estoques de produtos finais registrou ligeira queda, passando de 52,1 pontos em maio, para 51 pontos em junho. Mas cresceu em relação a março, quando foram registrados 46,5 pontos. Segundo a pesquisa, o nível de estoques de produtos finais encerrou o mês conforme o planejado pelas empresas, com um índice de 50 pontos.


Indicadores financeiros - Os empresários estão cada vez mais insatisfeitos com a margem de lucro de suas empresas. O indicador, que já era negativo no primeiro trimestre do ano, com 40,2 pontos, mostrou deterioração, registrando 39,6 pontos no segundo trimestre. As mais insatisfeitas são as pequenas empresas, com indicador de 35,9 pontos. As médias e grandes apontaram 40,5 e 41,3 pontos, respectivamente.

O acesso ao crédito é outra fonte de insatisfação dos empresários, alcançando 43,4 pontos no segundo trimestre do ano. Embora o resultado seja negativo, considerando que está abaixo dos 50 pontos, apresentou uma melhora na comparação com os três primeiros do ano, quando se apurou 41,9 pontos. O indicador de situação financeira também foi negativo, com 46,3 pontos no trimestre, praticamente o mesmo patamar do registrado no mesmo período do ano passado, com 46,1 pontos.

Entre os principais problemas enfrentados pelos empresários, a Sondagem Industrial destaca a elevada carga tributária, apontada por 64,4% dos entrevistado, com ligeiro acréscimo em relação à pesquisa anterior, que indicou 62,4%. A segunda maior dificuldade do empresariado é a competição acirrada do mercado, apontada por 43,2%, ganhando intensidade em relação à pesquisa anterior (39,8%).

A falta de demanda é outra fonte de preocupação, com 32,6% das citações, tendo aparecido na quinta colocação no último trimestre de 2012. O alto custo da matéria-prima ganhou posição, passando do quinto para o quarto lugar entre os maiores entraves, sendo citado por 27,3% dos entrevistados. A carência de mão de obra voltou à quinta posição no ranking, com 25,8% das citações, perdendo uma colocação em relação à última pesquisa.

Para as grandes indústrias, a taxa de câmbio (34,9%) e as taxas de juros elevadas (20,9%) foram outros entraves de destaque. Nas médias, as taxas de juros (21,4%), a inadimplência (19%) e a falta de capital de giro (19%) são as maiores fontes de preocupação. Estes são os mesmos problemas enfrentados pelos empresários de pequeno porte, que apontaram as taxas de juros (19,1%), a inadimplência (19,1%) e a falta de capital de giro (17%).


Expectativas - Os indicadores de expectativa mostraram queda no otimismo dos empresários para o segundo semestre. No entanto, há boas expectativas em relação à demanda, impulsionando a compra de matéria-prima. "Mas não há perspectiva de crescimento", pontua Anelise Fonseca, lembrando que os indicadores de emprego e de exportações indicam estabilidade.

O indicador de aumento de demanda alcançou 55,8 pontos, caindo em relação a julho de 2012, quando era de 57,1 pontos. O de exportações manteve-se na faixa de 50,1 pontos, indicando estabilidade, com alguma queda na comparação com julho do ano passado, quando o resultado foi de 54,9 pontos. Os empresários acreditam em aumento de compras nos próximos meses, com 54,1 pontos, mantendo praticamente a mesma expectativa de julho de 2012, com 54 pontos. O indicador de emprego apresentou relativa estabilidade, com 49,7 pontos, após dois meses consecutivos com índice positivo. Em julho de 2012, o indicador foi de 49,6 pontos.

ANDREA ROCHA
Fonte:  Diário do Comércio – Pouso Alegre - MG


sexta-feira, 26 de julho de 2013

QUEM SABE FAZ A HORA.

As notícias do mundo  sempre nos trazem intranqüilidade. Europa em crise, desemprego de 27 % na Espanha, China diminuindo investimentos, USA, quem diria, tendo cidades importantes, como Chicago, indo a falência pura e simplesmente. Portugal, Itália, Grécia, tudo caindo pelas tabelas. Até a Finlândia, tida como exemplo mundial em todos os sentidos, sejam políticos, econômicos ou sociais, quebrou.

Prá baixo da linha do Equador  também vai ficando difícil. Venezuela, rica em petróleo, com inflação acima de 30 % e o desemprego  acima disto. Peru e Bolivia nunca foram exemplos de crescimento e desenvolvimento e agora sofrem pela falta de investimentos externos. Salva-se, como sempre, o Chile, que tem uma economia equilibrada. Mas se os preços do cobre caírem e os negócios diminuírem a coisa tende a ficar difícil por lá também.

A vizinha Argentina segue seu calvário de montanha russa. Neste momento está nas partes mais baixas.  Sem credibilidade no mundo econômico não consegue atrair investimentos. A inflação, popular já passou dos 25 %, enquanto o governo insiste em 6 % ( Algo parecido com o Brasil ?  )  e o país passa a depender praticamente das vendas ao Brasil, já que suas relações com os demais vizinhos estão em péssimo estado. Chile, Uruguai e Paraguai preferem ver o diabo a ter que enfrentar a presidente argentina.

Feita a rápida viagem, chegamos à terra do gigante adormecido, ou estremecido. Por aqui a coisa vai de mal a pior. Divida externa, que os petistas costumam dizer que o Lula pagou, já atingindo níveis nunca visto em apenas um  ano. Neste ritmo Dilma vai bater todos os recordes.  Empregos , ainda temos, apesar dos baixos salários, mas com sérios riscos de entrarmos na faixa dos europeus. Dívida interna, que o Lula nunca pensou em pagar, já atinge 1,3 trilhões, ou aprox. 600 bilhões de dólares, o dobro de nossas reservas cambiais,  e para segurar o dólar vai crescer ainda mais.

Acabo de ler no Estadão que Dilma se reuniu com Lula para tomar decisões políticas. Difícil entender que um país possa ser dirigido a seis mãos. Dilma, Lula e Temer juntos e o país na situação que está, seja política ou econômica, causam arrepios até nos mais otimistas. Qual investidor vai querer arriscar ?

Pronto. Desembarquei no Reino Encantado de Extrema. Quando se tem nível de desemprego de 5% considera-se como pleno emprego,  pois estes 5 % são creditados à rotatividade normal.
Extrema ainda tem empregos, e renda, claro, e a nossa macro-micro economia consegue se manter ativa, porém, há que se colocar as barbas de molho. Devemos ter cerca de 10 a 12 mil pessoas ativas na cidade. A maioria trabalhando nas indústrias locais, bancos e comércio.

Sem ser pessimista, mas sendo realista, se a economia mundial e a do Brasil, inclusa, está passando por apertos, nada impede que de repente o consumo diminua, a produção caia  e com ela viriam  as demissões. Se nossas empresas resolverem cortar, digamos, 20 % de seus quadros, teríamos uns 2 mil desempregados na cidade. Nossa economia suportaria isto ? O primeiro impacto seria no mercado imobiliário, com aluguéis não pagos, prestações em atraso, imóveis colocado à venda, com preços caindo. Na seqüência, o comercio de supérfluos, veículos, roupas, etc. e depois, se a situação perdurar, alimentos e produtos de uso diário.

Felizmente a economia é muito dinâmica. Quando um segmento mostra-se fraco, outros se destacam, crescem e se desenvolvem. Extrema está apoiada em uma variada gama de segmentos industriais, o que nos dá alguma segurança. Lá no alto falei de Detroit, nos USA. Uma cidade que era totalmente dependente da indústria automobilística. Por isto quebrou quando a indústria de automóveis entrou em crise.

Por aqui temos indústrias de chocolates, biscoitos (alimentos), Fundições, Metalúrgicas, Eletro-Eletrônicos, Eletrodomésticos, Plásticos, produtos de higiene e limpeza, além das empresas prestadoras de serviços e empresas satélites daquelas maiores. Isto nos dá uma certa segurança visto que dificilmente teríamos uma queda de consumo em todos estes segmentos.

Por coincidência, ou por planejamento, criamos um “colchão” que poderá suportar nossa queda e estamos seguindo no mesmo caminho. É preciso manter um “estoque” de empregos, constantemente,  e isto se conseguirá com mais empresas chegando à nossa cidade. A cidade conquistou credibilidade e respeito político. A quantidade de grandes empresas é atrativo para outras mais. Temos um certo conforto econômico e de empregos e podemos nos dar ao luxo de escolher as novas empresas que buscam a cidade.

É chegada a hora de se buscar empresas de alta tecnologia, que tragam faturamento expressivo  e impostos sem ocupar muito espaço e sem exigir muitos empregados, mas que possam pagar melhores salários. Em contrapartida, precisamos dispor de mão de obra qualificada para estas empresas, ou terão que trazer de, ou ir buscar, em outras cidades.  E é neste caminho que entramos. A diversificação industrial é que trará para nossa cidade a segurança do emprego e da renda para as famílias. Precisamos estar prontos para isto.

Portanto, já passamos da hora de cada um investir na sua formação e qualificação, enquanto é tempo. Oportunidades sempre existirão, porém, cada vez mais com mais exigências. No passado, quem tinha o Ginásio e sabia datilografia, lembram disto ?, já se credenciava a um bom emprego. Hoje, é preciso nível Superior e informática para se começar um estágio, aprender uma profissão, se especializar e sonhar com cargos de chefia e salários idem.

A roda da economia está rodando. Quem andar ao lado estará na mesma velocidade. Se ficar parado na frente será esmagado e se não acompanhar ficará definitivamente para trás.

Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

CREDIBILIDADE NÃO SE ADQUIRE POR DECRETO, SE CONQUISTA.

CREDIBILIDADE NÃO SE ADQUIRE POR DECRETO, SE CONQUISTA.

A inflação  subiu menos  porque o povo está sem dinheiro, ou o povo está sem dinheiro por causa da alta da inflação ? Esta é a questão a ser analisada. Em julho a inflação indica para uma alta de apenas 0,07 %, contra 0,38 % em junho.  Bom ? Depende do ponto de vista.

Se considerarmos os últimos 12 meses veremos que a inflação acumulada  chegou aos 6,4 %, ou, praticamente no limite da meta estabelecida pelo Governo Federal, que é de 6,5 %. Os planos sempre foram de ficar no centro da meta, ou, 3,5 %.

Quem sofre mais com isto ? Claro, as pessoas das classes C, D e E, cujos  salários são reajustados apenas pelos índices oficiais mas que são corroídos pela inflação real, atualmente estimada em torno de 15 %. Em termos reais a renda vem crescendo , pois as classes A e B conseguem obter correções e ajustes às suas rendas, na pior das hipóteses, conforme a inflação. E a renda também cresce porque ainda existe demanda por mão de obra  e existem muitos empregos.

Mas isto é macroeconomia e nosso negócio é falar de política. O que pode estar causando maiores preocupações ao cidadão comum ? O crescimento da inflação ou a possibilidade de Dilma se reeleger, ou até mesmo de Lula voltar ? Olhando para os comentários aí de cima é possível entender que as classes C, D e E são as que elegeram Dilma e Lula, mas são elas também que estão sofrendo um achatamento na renda, diminuição na prestação de serviços do Estado ( Saúde, Educação, Segurança , Transporte). E isto pode colocar em risco os planos do PT.

Pronto, Falei de economia e de política. Percebe-se que os dois assuntos se interligam ? Não tem política sem economia nem economia sem política.

Ah, mas a Dilma, e o Banco Central já estão aumentando os juros para derrubar a inflação. Ok, ok. Mas nem sempre isto deu, ou dará certo. Juros mais altos significa que o dinheiro ( empréstimos, financiamentos, cheque especial, Cartão de Crédito, carnê ) fica mais caro e com isto diminui-se os investimentos dos empresários, enfraquece nosso famoso PIB, começa a diminuir os empregos, a renda vai cair, cai o consumo e a “roda” começa a rodar para trás.

Índices oficiais já apontam para queda na produção,  e no emprego. Os estoques das empresas também estão elevados, apontando para queda no consumo. Em seguida viram os cancelamentos de compras e novos pedidos. Olha aí a roda rodando para trás de novo.

O dólar aumentou  mais que 10% este ano ( lembrando que o Plano Real colocou  o dólar a R$ 0,98  e já está em R$ 2,24, ou seja, Lula e Dilma fizeram o dólar crescer mais que 125 % ) e isto faz com que os preços de insumos importados fiquem mais caro, e produtos acabados, importados, fiquem mais barato. E aí, tome produtos chineses. Este quadro causa uma competição terrível com danos ao empresário brasileiro. Para piorar, o Brasil tem a maior carga tributaria do mundo. Muitos produtos carregam em média em seu preço 80 % de impostos ( caso do cigarro e bebidas ) e apenas 20 % de matéria prima e mão de obra.

E é esta maldita  reforma tributaria, que nunca vem, pois para vir será necessário o Governo cortar muitos gastos, que tira de nosso país a possibilidade de ser um dos maiores exportadores. É esta tal carga tributaria que leva 1/3 da renda do trabalhador. Ou seja, de cada 3 meses trabalhado, um mês fica para o governo na forma de impostos.

Um carro fabricado no México tem uma carga de impostos de 20 %. Na Argentina, de 15 a 25 % e no Brasil chega-se até a 40 % ou mais. Ou seja, de cada 3 carros fabricados, mais que um vai para o governo na forma de impostos. E para onde vai todos estes impostos ? Para um grande ralo chamado administração inchada e corrupção.

Como se faz para emagrecer um gordo ? Regime. Corta-se a quantidade de alimentos que ele habitualmente come. Uma reforma tributaria que retirasse, pelo menos, 30 % dos impostos aumentaria de imediato a renda do trabalhador em 30 %, diminuiria os preços em 30 % e seríamos 30 % mais competitivo nas exportações. Para isto Dilma precisa diminuir o prato do gordo, ou  custo do país. Cortar na carne, começando pela Câmara Federal e Senado. Temos 570 deputados. Que tal diminuir para 300 ? Temos 51 senadores. Poderíamos, talvez, resolver o problema com uns 25. Temos 39 Ministérios, talvez  fosse possível trabalhar com uns 20. Nesta esteira teríamos uma redução gigantesca  na máquina administrativa reduzindo o orçamento e podendo abrir mão de impostos. Ah, mas isto geraria desemprego dos funcionários públicos, gritariam alguns. Em tese, sim. Mas tirando-se impostos as empresas poderiam vender mais, produzir mais e contratar este pessoal todo. A diferença é que milhares de funcionários que hoje não atuam na produção, passariam a ser produtivos e a gerar economia e renda. Hoje geram apenas custos.

Mais competitividade e mais renda geraria mais consumo, que geraria mais empregos, mais renda, mais emprego... Olha aí a roda voltando a rodar para a frente. Maias gente trabalhando e ganhando mais dinheiro geraria maior arrecadação para a Previdência Social ( INSS), que poderia pagar melhores aposentadorias e prestar melhor atendimento.

Na medida em  que  as classes C, E e E entenderem estes números e situações, e esperamos que já esteja ocorrendo, ficará muito difícil para Dilma recuperar credibilidade e mais difícil para Lula convencer o povo de que Dilma foi um blefe, uma mentira.