segunda-feira, 16 de maio de 2011

JÁ CHEGARAM !

Nesta sábado, 14-05, sobrevoou a cidade um helicóptero que tinha gravado, em verde a amarelo, a palavra FIFA embaixo dele. O pessoal está chegando para conhecer nossa cidade, nossa gente e nossas coisas.

Vamos lá pessoal ! Todo mundo cuidando de sua rua, da frente de sua casa, de nossas praças. Nada de lixo na rua. Vamos ser gentil,cavalheiros, respeitadores. Esta è não só a grande oportunidade para nossa cidade mas também para todos nós. Vamos nos reciclar, abandonar alguns hábitos e mostrar que somos realmente cidadãos.

Se Extrema for escolhida para receber uma seleção vai ser muito bom para todos nós. Vamos receber muitos turistas, nosso comércio vai faturar mais, a cidade vai ganhar mais em impostos, os imóveis vão se valorizar mais, os Governos Estadual e Federal vão olhar com mais atenção para nossa cidade.

Vamos vestir esta camisa ! Extrema na Copa de 2014 !

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Yes, We Can !

Sim, podemos !

Publiquei recentemente um artigo sobre a necessidade e a possibilidade de um Porto Seco em Extrema e muitas pessoas concordaram comigo. Outras, mais políticas, argumentaram que já existe em Varginha e que Extrema não teria condições para isto.

Mas vejamos as vantagens.

Varginha está a 300 km de São Paulo e 380 kms do Porto de Santos.
Extrema está a 100kms de São Paulo e 180 do Porto de Santos.
Varginha está a 325 kms do Aeroporto de Viracopos. Extrema está a apenas 125 kms.
E ainda. Varginha está a 380 kms do Rio de Janeiro. Extrema esta a 350 kms.
Poços de Caldas, Pouso Alegre, Santa Rita, Itajubá são cidades com potencial industrial, importador e exportador e estão mais próximas de Extrema do que de Varginha.

Também é preciso considerar o grande crescimento industrial da própria Extrema nos últimos anos. Grandes indústrias aportaram na cidade e outras tantas estão chegando, enquanto que Varginha, se não diminuiu, estabilizou se crescimento. Já estão em Extrema a Rexam, Kopenhagen, Bauducco, Barry Chocolates, Medabil, Multilazer, TC Inox, Dello, Fiat e muitas outras. Estão chegando a Panassonic, a Dalka e outras que ainda são sigilo.

Um exemplo. Uma empresa de Pouso Alegre precisa transportar sua mercadoria até Varginha. Aí já se vão 100 kms. Depois para Santos. + 380 kms. Total 480 kms. Com um Porto Seco em Extrema seria apenas 280 kms. São 200 kms de economia em frete. Fora o tempo ganho na operação.
O Porto Seco de Varginha tem área de 37.000 mts2. Área que em Extrema poderá ter o dobro do tamanho e que qualquer empresa interessada pode adquirir para esta empreendimento. A cidade está vivendo um “boom” de crescimento e desenvolvimento, está atraindo grandes empresas, sejam indústrias ou CD´s ( Centros de Distribuição ), possui uma posição ideal para a logística de importação/exportação, proximidade com os grandes centros comerciais, excelentes acessos e uma administração continuada que representa a necessária segurança para o investidor.

Claro que tudo é muito complexo, envolve o Governo Federal e Estadual, mas se houver o interesse e a vontade de fazer, será possível sim. E as empresas agradecerão.

terça-feira, 10 de maio de 2011

EXTREMA NA COPA DE 2014

Noticia de hoje, no EPTV e também já no Google.


Fifa divulga lista e Extrema aparece entre candidatas a centro de treinamento de seleções. Lista frustrou pretensões de cidades como Poços de Caldas e Varginha

Fifa divulgou uma lista dos potenciais candidatos a centros de treinamentos de seleções para a Copa de 2014 no Brasil. A relação, de acordo com o Comitê Organizador da Copa, tem 145 locais em todo o país e todos ainda serão vistoriados. Depois desta análise, é que serão feitos novos cortes para se chegar a uma lista oficial.

No Sul de Minas, apenas Extrema aparece na lista. As outras cinco cidades mineiras são Araxá, Juiz de Fora, Matias Barbosa, Montes Claros e Uberlândia. Esta lista inicial frustrou as pretensões de cidades como Poços de Caldas e Varginha, que pleiteavam vagas a centros de treinamento para a Copa.

Agora pessoal, devemos nos envolver em uma ação por toda a cidade visando nos preparar para receber a visita das pessoas da Fifa que virão a Extrema, dentro de alguns meses, para fazerem uma avaliação definitiva.

Mas só o fato de Extrema ter sido escolhida entre 853 municípios mineiros já nos enche de orgulho, ou não ? Vamos vestir esta camisa.

FORAM-SE OS DEDOS, E OS ANÉIS TAMBÉM !

Não existe um bom governo sem uma boa oposição. Isto já escrevi aqui e em muitos lugares para me referir à necessidade de termos sempre uma oposição participativa, criativa, fiscalizadora, que obrigue o governante de plantão a cumprir suas promessas, fazer uma administração transparente e produtiva.

Isto posto, vamos ao objetivo deste artigo.

Os jornais da cidade bateram e rebateram sobre o tal bônus que o Executivo se dispôs a pagar para os professores de 1ª, 2ª e 3ª séries, como incentivo visando sempre melhorar o aprendizado, principalmente neste intervalo de tempo, pós pré-primário e pré 4ª série, que é quando o aluno precisa receber mais atenção e mais dedicação. É neste período que se forma e se desenvolve a capacidade de aprendizado da criança.

Vamos aos fatos. O Executivo elaborou o Projeto de Lei e enviou para a Câmara para a aprovação de nossos vereadores e foi aí que porca torceu o rabo.
Entenderam, os vereadores, que o benefício deveria ser estendido aos professores do pré-primário e fizeram uma emenda ao projeto adicionando isto. O projeto voltou ao Executivo para apreciação da emenda. O Executivo vetou a emenda, ou seja, não aceitou, e enviou novamente para a Câmara. Os vereadores, por votação, derrubaram o veto, e devolveram ao executivo, que por sua vez entrou com uma Adin ( Ação Direta de Inconstitucionalidade) declarando a inconstitucionalidade da derrubada do veto tendo em vista que não cabe aos vereadores criarem despesas adicionais ao Executivo. E agora a porca tá morta. Nem os professores de 1ª,2ª e 3ª séries nem os do pré-primário foram beneficiados.

Vamos tratar o assunto pela ótica da política.
Os professores são merecedores, sempre, dos melhores salários possíveis, mas são, sempre, e em qualquer cidade, massa de manobra de políticos. Aqui não seria diferente. Tudo bem. Quando a ação política é positiva aos professores e aos cidadãos é válida, mas aqui em Extrema o que temos são equívocos e ações que, em vez de ajudar, prejudicam. Senão vejamos:

É praxe, na política, que quando se quer fazer uma emenda em algum projeto de lei esta seja negociada entre o autor do projeto e o autor da emenda. Cada um expondo suas razões, fazendo suas exigências, expondo seus limites, etc. até que se chegue a um acordo. O Acordo se transforma em emenda, que será aprovada, que não será vetada e que não inviabilizará o projeto. Emendas impostas, que inviabilizam o objetivo do projeto, são, geralmente vetadas.

Ou então, que se aprovassem o projeto beneficiando os professores das 1ª, 2ª e 3ª séries e depois apresentassem outro projeto para beneficiar os do pré-primário, tendo como forte argumento o benefício dado àqueles. Aliás, não se entende porque a tal emenda só queria beneficiar os professores do pré-primário. E os professores das demais séries, foram esquecidos porquê ? Eles não merecem ? Não consideraram, ou indagaram ao prefeito, porque o projeto não beneficiava a todos os professores? Com certeza entenderiam que estava sendo dado o primeiro passo e que novas ações poderiam advir no futuro. Era uma ação positiva, que beneficiava, se não todos, mas parte, pelo menos, e que poderia ser a base e o argumento para novas conquistas. Mas quiseram, os vereadores, comerem a galinha e não se contentar com o ovo.

É sabido, por quem entende um pouco de política, que o Executivo tem limites para a Folha de Pagamento. Mesmo que se queira pagar mais e contratar mais, muitas vezes isto não é possível. A Folha está limitada a um percentual do orçamento.
Também é sabido que os vereadores não podem criar despesas ao Executivo, mas podem, através de ofícios, sugerir Projetos de Lei que beneficie o cidadão, seja ele professor ou gari.

Ora ! Uma emenda ao Projeto ampliando a aplicação do bônus não aumentava as despesas do Executivo ?

Pois foi este o entendimento do Tribunal que concedeu a Adin.
Se nossos vereadores sabiam desta possibilidade e insistiram na emenda e na derrubada do veto, tinham como foco beneficiar os professores ? Ou tinha como foco apenas votar contra o Executivo ? Não seria o chamado “fogo amigo” contra os professores ?

Agora é juntar os cacos e recomeçar tudo de novo. Enquanto isto os professores que receberiam um bônus interessante devem perguntar aos vereadores; Cadê meu bônus ?

Depois dizem que sou “vira-casaca”, que mudei de lado, etc. Professores que tem amigos como estes não precisam de inimigos. Era só usar o bom senso. Primeiro aprovar o Bônus para as 1ª, 2ª e 3ªs séries. Depois buscar para as outras séries, na medida do possível.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

INGRATIDÃO. NA POLÍTICA, NEM PENSAR !

Maquiavel já dizia; “ O vício da ingratidão nasce da avareza e da desconfiança”.

Em todas as atividades a ingratidão tem um efeito destrutivo elevado, porém, na política ele é arrasador. Como revela Maquiavel, é um defeito que tem sua origem na fraqueza do líder. Um líder fraco tem dificuldade em aceitar compartilhar a glória, o mérito e o sucesso com os outros. O mérito dos outros – principalmente quando os outros são seus subordinados – desperta nele o ciúme.

Reconhecer as vitórias, as realizações e o mérito dos outros, que integram sua área de poder, é um conflito constante com o seu desejo de monopolizar a glória e o sucesso. O líder fraco até pode reconhecer o valor de outra pessoa, mas em “off”. Reconhecer isto em público nem pensar. Isso lhe incomoda, e muito.

O que Maquiavel explica não é a desconfiança do líder forte, atento e astuto, mas sim a desconfiança do político que esconde sua fraqueza na imagem de poderoso. Resume-se à insegurança pessoal que alimenta a desconfiança para com o sucesso dos seus subordinados. Ele não percebe, ou se faz de desapercebido, mas quem está sob suas ordens e o público em geral, percebem a omissão do reconhecimento, e passam, todos, a ter uma só impressão : a ingratidão do chefe e a sua mesquinhez.

A manifestação de ingratidão caracteriza-se pela apropriação dos méritos alheios. Não teria lógica negar o mérito do outro sem tirar alguma vantagem meritória da ação. Ao apropriar-se do mérito do outro, o líder ou governante comete um segundo erro, além da ingratidão, que é a apropriação indébita de um sucesso que o beneficia, mas que não foi conquistado por ele. Isto ocorre muito mais vezes do que se pode imaginar.
Uma das formas mais comuns desta ocorrência é quando o líder ou um político convida para trabalhar com ele uma pessoa qualificada profissionalmente , experiente, com uma personalidade marcante. Muitos , que assim agem estão interessadas nas vantagens que esta pessoa traz mas não o ônus que a presença acarreta.

Assim, logo começa a “correr” o comentário de que, quem manda é o subordinado; que tudo que ele sugere e recomenda o seu chefe faz; O caminho mais curto para conseguir algo é procurá-lo, e não procurar o chefe.

Se o líder for uma pessoa segura de si, com personalidade forte, nada disso o abalará. Desde que haja lealdade por parte do talentoso subordinado o reconhecimento público dele não o diminui, pelo contrário, o eleva, porque soube escolher bem, pelos resultados obtidos, e porque o líder é ele.

Se por outro lado, o líder for inseguro de si mesmo, mesmo que apegado ao poder e à sua imagem, por certo irá sentir sua reputação ameaçada. Neste caso, tentará de todas as formas possíveis diminuir a exposição pública de seu talentoso subordinado, limitar sua esfera de decisão e omitir ou reduzir substancialmente o reconhecimento público dos seus méritos.

Se o líder deseja monopolizar os elogios, o sucesso e a glória sem incorrer no grave erro da ingratidão da apropriação indébita do mérito, deve então assumir pessoalmente a responsabilidade pela condução e execução das tarefas. O risco do insucesso será seu, mas por outro lado, ninguém lhe questionará a auto-atribuição do mérito no caso de sucesso.

Já o subordinado talentoso de um chefe inseguro, para evitar dissabores da ingratidão e da desconfiança, deve, após o sucesso, ou devolver os poderes que recebeu ao seu chefe, evitando qualquer demonstração de ambição, altivez e auto-promoção, ou sair “de mala e cuia”, levando consigo os méritos que fez por merecer, que neste caso, ficarão certificados com ele e não com seu ex-chefe.

Na primeira alternativa, seu gesto de devolver os poderes que recebeu, de manter a atitude de sobriedade e reserva, numa clara demonstração de aceitar a sua subordinação, podem ser suficientes para aplacar a insegurança do chefe.
A segunda alternativa somente cabe quando as relações entre ele e seu chefe já estão de tal forma estremecidas que, após o seu sucesso pessoal, ou ele toma a iniciativa de sair, ou o chefe a tomará para dispensá-lo.

A política castiga os ingênuos. O bom político conhece a si mesmo e conhece seus subordinados e adversários. A ingratidão é o resultado de erros de avaliação: de si mesmo e dos subordinados.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Vai começar de novo !

Em 2008 postei este texto aí de baixo. E ele continua muito atual.
Em nosso trabalho visitamos Associações de Moradores e os pedidos
para asfaltamento das estradas ainda são a maioria. E nossa gente não fica sem resposta. Resposta sincera. Faz-se o que é mais urgente e possível. Com certeza, no decorrer do tempo e dos trabalhos as estradas rurais irão recebendo asfalto.

Mas é bom que fique claro. Estes números aí de baixo até que precisam ser atualizados mas a realidade continua. Algumas estradas até que poderiam receber algum projeto:
Por exemplo. a Estrada do Salto. Já sugerí transformar ela em Rota Turística de ligação Extrema-Monte Verde, e buscar verbas no Ministério do Turismo. Aí podem entrar em ação nossos vereadores, que junto com nossos deputados, poderiam trazer as verbas necessárias. Só que para isto é preciso criatividade e vontade de fazer. Verbas existem. O que está faltando são bons projetos: Palavras do Lula!

TEXTO DE 2.008

Vamos asfaltar Extrema.



Tenho o prazer de morar na região por onde passa a Estrada Extrema-Toledo, que está tendo seu asfaltamento praticamente terminado. Desde o início das obras sempre estive em contato com o D.E.R/Secretaria de Obras e com a empresa Conter que realiza as obras.

Tomei conhecimento das diversas dificuldades encontradas durante as obras e de seus custos. Disse-me o engenheiro que o custo para um asfalto com aquela qualidade é da ordem de R$ 700.000,00 ( setecentos mil reais ) por quilometro, considerando-se aquela largura.

Passei a imaginar o quanto será difícil nossa cidade ter todas as suas estradas rurais asfaltadas. Mesmo considerando que o asfalto rural não exige, e nem é viável, aquele tipo de obra. Na áreas rurais prepara-se a pista, aplica-se cascalho ou pedrisco e em seguida o asfalto. Isto é suficiente para o tipo de tráfego que as utilizam.

Qual cidadão que não gostaria de ter o acesso à sua casa, a sua chácara ou sítio todo asfaltado ? Sem se preocupar se chove ou não faça sol ? Estou tendo esta prazer agora.

As administrações dos últimos anos tem feito o asfalto em locais onde a dificuldade é maior, seja em dias de chuva ou de seca. Subidas íngremes, pontos de comércio, etc. E isto já é um grande alívio. Claro que todos queremos o asfalto total e ele virá, dentro das possibilidades do orçamento da cidade. Com o tempo.

Mas tem gente prometendo milagres. Vejam o que ouvi em um programa de rádio:

“ vou asfaltar todas as estradas rurais do município”.

Então tá. Vamos ver.

Extrema tem 650 quilômetros de estradas rurais. Imaginemos uma largura média de 7 metros para estas estradas. 650 quilômetros X 7 metros = 4.550.000 metros quadrados. Isto mesmo. Quatro milhões e quinhentos e cinqüenta mil metros quadrados.

Aquela estrada Extrema-Toledo, oficial, padrão DER, custa cerca de R$ 50,00 o metro quadrado. Para asfaltar uma estrada rural, Incluindo aí a preparação da pista, obras para desvio de águas, etc. o custo estaria próximo de R$ 25,00 por metro quadrado.

Então, 4.550.000 mt2 X R$ 25,00 = 113.750.000,00. ( cento e treze milhões, setecentos e cinquenta mil reais)

Este valor corresponde a praticamente o orçamento de dois anos de Extrema. E o orçamento está comprometido com os compromissos da cidade: Folha de pagamento, secretarias, departamentos, encargos, etc.

O orçamento de 2009 está votado e aprovado. E comprometido.

Então, de onde sairiam estes milhões para se asfaltar todas as estradas rurais ano que vem ?


Voltando as dias de hoje. A realidade é a mesma. Em 2012 teremos eleições. Que não me venham com esta lenga-lenga de novo. O povo não é trouxa. Agora, se vierem com novos e bons projetos, possíveis de serem executados pelo Governo Estadual ou Federal, aí serão outros quinhentos.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Vamos chamar o Persio Arida

Ninguém pode negar que a “engenharia” aplicada à montagem do Plano Real foi, sem dúvida, a solução mágica que todos procuravam para aquela gigantesca inflação da época. Pérsio Arida, um dos “pais” do Plano já prognosticava, na época, a necessidade de se encontrar uma solução definitiva para os juros.

Muito se falou, muito se tentou fazer, muita coisa mudou nos últimos 10 anos. Uma das maiores mudanças em relação ao Brasil foi a inversão da situação econômica. Lá atrás o Brasil era devedor, estava quebrado, ajoelhava no milho frente ao FMI. Mas hoje a coisa está diferente. O Brasil se transformou em economia emergente, acumulou praticamente 1/3 de bilhão de dólares, pagou o FMI e até empresta dinheiro a ele. E ninguém pode negar, nem o Lula, de que tudo foi resultado do Plano Real, somado às mudanças na economia mundial.O Brasil mesmo pouco fez, economicamente falando, para chegar onde chegou. Tudo foi conseqüência.

Hoje temos dificuldades para lidar é com o excesso de dólares. As taxas de juros continuam altas, uma das maiores do mundo, senão a maior, ou seja, o desafio de desatar este nó está mais vivo do que nunca.

Naqueles tempos, como diria a Bíblia, criaram a famigerada Correção Monetária e com base nela os preços eram reajustados antes e depois da divulgação oficial dos índices inflacionários. Lembro-me que na Universidade ( voltei aos bancos escolares já meio velho) discutíamos economia e eu sempre dizia que seria possível derrubar a inflação com a caneta. Bastava se acabar com a Correção Monetária. Era taxado de louco.

Mas veio o Plano Real e a solução original da URV – Unidade Real de Valor, com a qual foi possível se acabar com a Correção Monetária. Vivemos no momento uma situação que já causa preocupação. Temos excesso de dólares, reservas gigantescas, economia em bom movimento, mas os juros não cedem e a inflação cresce.

Está na hora de toda a sociedade, empresários, governantes fazerem uma séria reflexão e tentarem buscar uma solução engenhosa, criativa e rapidamente viável, antes que a vaca vá para o brejo. O Brasil tem, sim, grandes economistas, técnicos com condições de colaborarem para se encontrar uma política para reduzir os juros e recolocar o país nos eixos. Claro que eles não estão no Governo, pois técnicos e políticos dificilmente se entendem. Enquanto um se preocupa com o “valor” o outro se preocupa com o “voto”. Então que tal chamar a turma do Plano Real para ajudar na questão dos juros ?

Enquanto estávamos em um círculo virtuoso Lula nadou de braçada e ganhou duas eleições e ainda fez sua sucessora. Mas agora estamos entrando em um círculo vicioso. Maiores taxas de juros atraem mais Capital, que busca sempre maior rendimento. Mais dólares entrando derruba o Real e assim nossos produtos ficam cada vez mais caros e nossas exportações vão minguando e as importações aumentando. Estamos deixando de exportar produtos e estamos exportando fabricas inteiras. Empresas decidem ir produzir em países onde os custos de produção sejam menores. Lá geram empregos, renda e exportam para o Brasil. Tá ou não tá errado este negócio ?

Se não bastasse o famoso “ Custo Brasil” que sobrecarrega nossas exportações, os elevados encargos trabalhistas que afogam as empresas e inibem o crescimento de vagas formais, a imensa carga tributaria que castiga qualquer produção , agora temos a agravante de uma taxa de juros inexplicavelmente elevada, cujo único argumento é conter a inflação. Mas se virarmos a coisa de cabeça para baixo, não seria a taxa de juros elevada a criadora de todos os demais problemas ? Senão vejamos;

Com uma taxa de juros no nível de 1º mundo, digamos entre 1 e 2 % a.a. a enxurrada de dólares acabaria. Só entrariam investimentos de longo prazo, das empresas. A especulação se acabaria e se retomaria a produção como objetivo de lucro.
Diminuindo a enxurrada de dólares o Real se recuperaria, nossos preços de exportações passariam a ser mais competitivos e as importações iriam se reduzindo na medida que os preços fossem ficando mais altos em função de um real mais forte. Ah! Mas as empresas precisam importar máquinas e equipamentos para aumentar a produção. Simples. Quem não se lembra dos “ex” da Tarifa Aduaneira. Criam-se mecanismos para que este tipo de importação não sofra problemas de continuidade.
Mais exportações significariam mais empregos, mais renda. Ah! Aí mora o perigo. Mais renda poderia significar maior consumo e daí para a inflação seriam dois palitos. Nem sempre.
Se o governo fizer uma reforma tributaria, diminuir os impostos em cascata, diminuir os encargos trabalhistas – Uma melhor administração do INSS e seus rombos poderia diminuir até 30% o que as empresas e os empregados pagam, sem quebrar a Previdência - as empresas poderiam investir no aumento da produção para atender a maior demanda por seus produtos.
Além disto, investir parte desta nossa imensa reserva cambial na eliminação dos problemas que fazem o famoso “ Custo Brasil”, tais como, ferrovias, rodovias, portos, aeroportos e estradas vicinais por onde se escoam a produção agrícola. O Brasil é um do maiores produtores agrícolas mas não tem estradas para escoar a produção, não tem portos suficientes para exportar, não tem meios para chegar aos portos porque as estradas estão destruídas e as ferrovias foram, a muito tempo, eliminadas. Quebra-se o galho com o restou e as perdas chegam a mais de 15 % da produção, além de um preço final muito caro.
Vendo assim até parece fácil, né mesmo ? É por isto que precisamos convocar os técnicos. Políticos e palpiteiros, como eu, não resolverão a questão.