quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Que mancada !

Artigo nosso publicado no Estadão de hoje ( 13 de agosto), no Fórum dos Leitores.

A Rússia nunca aceitou a separação da Geórgia e sua aceitação pela Comunidade Européia.
O Presidente da Geórgia, em uma demonstração de menor apreço pela sua população, decidiu invadir
a Ossetia do Sul confiando em algum apoio europeu. Deu no que deu. Era a oportunidade que a Rússia
estava esperando. Invadiu a Geórgia e não se sabe onde isto vai acabar.
Milhares de inocentes mortos pela estupidez de um Presidente que pensa exclusivamente em seu poder.
E de outro, que carrega nas veias o ódio de um antigo sistema que nunca morreu. Apenas cochilava.
E agora, mundo ? O que fazer para acabar com esta desgraça ?
Quem vai tirar a Rússia da Geórgia ? Qual será a condição ?
Os USA terão coragem de disparar um só tiro contra os russos ?
Que bela mancada deu aquele presidente georgiano.
Odair Picciolli
Extrema-MG

Empregos, salários....

Empregos, salários ...

Lí no Orkut a um tempo atrás que houve uma reunião entre empresários da cidade para combinarem pagar salários baixos. Achei um absurdo e fui procurar mais informação. Pelo que ouví, isto não aconteceu. Só posso ver isto como "maldades" de campanha política.

Ainda esta semana tratei deste assunto aqui no blog.

Quem não conhece a Lei da oferta e da procura ? Pois bem. Com mais empresas, virão mais vagas e precisarão de mais gente. Logo, não havendo tanta gente para ocupar tantas vagas, os salários irão crescer. Toda empresa busca produtividade, qualidade e para isto precisa de mão de obra cada vez mais especializada, que não temos. Mas as empresas, com certeza, irão treinar o pessoal e formar sua mão de obra.

Me disseram que tem empresa tentanto"roubar" funcionários de outra oferecendo salários maiores. Que ótimo ! Isto só confirma o que tenho dito. Cante esta bola e vai acontecer mesmo. A cidade não tem tanta gente pronta para produzir, principalmente na área técnica. Quem quiser "segurar" seus melhores empregados terá que, não só pagar bons salários, mas também oferecer outros benefícios e melhores condições de trabalho.

Quando trabalhei em Diadema, nos anos 70 e 80 era comum ter na porta da fábrica, as 17,00 horas, hora de saída do pessoal, peruas kombis com agentes oferecendo empregos. Perguntavam: O que você faz aí ? Quanto ganha ? E faziam suas propostas.
Se isto acontecer aqui em Extrema não se pode reclamar, ninguém. Pois será bom para todos.
Empresas e empregados. Pelo menos aprendi isto nos bancos da universidade.
Em resumo: Quem paga bem pode exigir. Quem ganha bem deve produzir.

Eu não acredito que nosso prefeito tenha feito aquilo, afinal, um dos objetivos da administração é aumentar a renda familiar trazendo empresas que ofereçam vagas às mulheres, caso da Bauducco e da Koppenhagen. Então, porque incentivar salários baixos ?

Com renda maior, o povo vai ao consumo, melhora o comércio, melhora a arrecadação municipal. Incentivar salários menores seria atirar no próprio peito.

Com certeza, as pessoas envolvidas com RH sabem o que fazer e buscarão a melhor mão de obra disponível e saberão pagar por ela. Apenas é preciso ter em conta que nosso trabalhador, ainda não preparado, deverá ter humildade e paciência para aprender, crescer, profissionalmente e prosperar. Não duvido que as empresas não façam um plano de carreira para seus novos empregados. Gostariam de ter comentarios de gente de RH, sinceros, objetivos e construtivos.

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segunda-feira, 11 de agosto de 2008

EMPREGOS. O PROBLEMA DE AMANHÃ.

Uma pergunta em entrevista de um jornal da região a um candidato a prefeito:

Em sua opinião, qual o maior desafio que o prefeito irá encontrar na próxima legislatura ?

Resposta: É a qualidade de vida dos cidadãos por meio da geração de empregos e renda para atrair mais indústrias com oferecimento de mão de obra especializada. Há necessidades de investimento arrojado na infra-estrutura para o turismo, melhoria da educação e saúde preventiva, a redução do déficit habitacional ( conjuntos habitacionais) Reurbanização das vias públicas, dos distritos e dos bairros rurais.

A mesma pergunta a outro candidato.

Resposta : A geração de emprego é o principal desafio.

Observa-se que a preocupação dos candidatos a prefeito tem sido sempre a geração de empregos. Toda cidade busca atrair algumas indústrias que venham a oferecer trabalho e renda
para seus habitantes e, claro, arrecadação para a cidade.

É uma lógica indiscutível. As cidades estão crescendo, a população vai aumentando e precisando
trabalhar para se sustentar. Ou gera-se empregos ou logo a cidade vira uma miséria, começam a surgir favelas, depois vem o tráfico de drogas, o crime e adeus qualidade de vida.

Neste ponto Extrema tem sido um exemplo de competência. As diversas indústrias que já se instalaram na cidade oferecem empregos a praticamente toda nossa população. Quem quiser trabalhar, tem emprego. Ah! , mas os salários são muito baixos. De fato, nossa mão de obra ainda é primária, não especializada e só pode ser aproveitada em funções cujos salários são menores. Mas também é muito claro que muita gente da cidade ganha ótimos salários. Estavam profissionalmente preparados para isto.

Grandes indústrias estão para começar a funcionar; Kopenhagen, Medabil, Multilaser, etc e muitos empregos serão gerados. Extrema não dará conta de atender a todas empresas e muita gente virá de fora. Estes, sim, já treinados e preparados e irão receber melhores salários. O comércio agradecerá.

Este é o nó a ser desatado. O primeiro passo foi dado. A geração de empregos em quantidade suficiente para nossa população. O segundo passo, e este é muito importante, será melhorar a qualidade de nossa mão de obra, formar parcerias com as empresas para que contratem nossos jovens e os ensinem a trabalhar.

As empresas quando iniciam atividades precisam produzir, e muito. Para tal precisam de gente treinada e altamente produtivas. Claro que interessa ter na região a mão de obra necessária e, com certeza, farão esforços neste sentido. Nosso povo tem que dar sua parcela de colaboração: Ter humildade e paciência para aprender.

Em qualquer empresa vence aquele que tem vontade, disposição e quer crescer.

E todos devem levar em conta uma antiga lei: A Lei da oferta e da procura.

Quando tivermos muitas empresas precisando de empregados os salários serão melhores.
Enquanto temos muita gente buscando emprego e poucas indústrias, os salários serão menores.

Então, porque combater a chegada de mais empresas ? Só pensa assim quem tem seu emprego ou seu cargo público, concursado, garantido. Ou quem pensa pequeno.

Precisamos sempre de mais empresas. Apenas devemos escolher aquelas com maior índice tecnológico, menos poluente, ou que não poluam nada, que produzam coisas de maior valor agregado. Estas sim, pagarão melhores salários.

Não se pode colocar o ódio político, o radicalismo ou nossas preferências e comodismos à frente dos interesses maiores dos cidadãos. Devemos buscar sempre o bem estar do maior número possível de pessoas. Ao pai de familia que precisa dar um teto para sua família, alimentar e educar seus filhos e oferecer-lhes conforto, não interessa saber o que é oposição ou situação.

É isto que esperamos de nossos Luizes. Compromisso com o povo

Nós não temos nada a ver com as picuinhas, por favor.




QUANDO O BARATO SAI CARO.

Ví alí pelos lados das Furnas e São Braz muitos outdoors de candidatos a vereador
totalmente "desbotados" pela chuva. Só ficaram a tábua de compensado e algumas
letras perdidas. O resto a água da chuva levou.

Isto é o que dá o amadorismo, a falta de assessoria e a pressa.

Agora terão que retirar tudo, levar para a oficina , refazer e recolocar. E olhem que ainda faltam
praticamente 60 dias para a eleição. Neste rítmo, se a chuva continuar caindo de vez em quando

ENTÃO ESTAMOS COMBINADOS ?

Os “experts” da política na cidade fazem e refazem suas contas para chegar às possibilidades de eleição de vereadores. Uns dizem que a oposição, com apenas duas coligações, poderá eleger até cinco vereadores. Parte de uma suposição, de que na hipótese de 16 mil votos válidos, sendo 50 % destes para a oposição, teriam 8.000 votos.

Estes 8.000 votos divididos por 2 daria 4.000 votos para cada coligação. Com um coeficiente
de 1.800 votos. Teriam 4 eleitos e ainda sobrariam votos talvez para se eleger mais um na “sobra”. Outros pensam da mesma forma em relação à situação, com 4 coligações, onde se pode imaginar que a coligação PSDB-PV, chamada de coligação da morte por ter fortes candidatos, obtenha, digamos 3.800 votos. Elege 2 candidatos.

Outra coligação forte é que o PP-PHS-PMN que poderia também obter 1.800 votos e eleger 1
candidato, e uma terceira coligação também eleger 1 candidato. Aparentemente as contas nos levam a crer que cada lado elegerá, com certeza, 4 candidatos E que as pequenas diferenças de votos determinarão o candidato número 9.

Tudo muito certinho, não ? Mas uma perguntinha só: Já combinaram isto com o eleitor ?

FATO E FOTO

Vejo no jornal Diálogo desta semana, página 7, a matéria sob o título “Imagem da Semana”. Ali está a foto de um cidadão dormindo no chão, sobre trapos, ao lado de um banco da praça.

Pode até parecer uma falha da administração pública mas devemos mirar muito bem a foto e o fato e refletir:

O que leva um homem até este ponto de decadência ?

Uma grande decepção, uma doença, o desemprego, o abandono familiar ?

Uma coisa é certa. Ninguém nasce assim, nem cresce assim. Por mais pobre que sejamos, teremos sempre nossa dignidade e é ela quem nos dá forças para enfrentar as dificuldades da vida. Mas é o espírito que nos dirige. Uma pessoa de personalidade mais fraca tem mais dificuldades para enfrentar os problemas. Daí vem o desânimo, o alcoolismo, o abandono.

Uma vez na sarjeta, a recuperação é muito difícil. Ninguém lhe dará trabalho, e ele também não terá mais forças nem disposição para tal. Ninguém lhe dará apoio. E ele entrega-se ao destino.

Engana-se quem acha que a prefeitura possa resolver todos os problemas. Isto seria uma maravilha. Com certeza, não se trata de um cidadão extremense, pois nossa cidade tem emprego para quem quer trabalhar. Talvez seja uma destas pessoas que saem pelo mundo, sem destino, em busca de qualquer coisa que nem ele mesmo saberá explicar. São as coisas do ser humano que nem a razão explica.

Então, esta deve ser a grande preocupação de todos nós. Não devemos nos perder nem permitir que os nossos se percam. É preciso proteger e ajudar os mais próximos de nós. Imaginem um círculo como tua possibilidade de ajudar e dentro dele você sua esposa e seus filhos. Depois, em outro círculo um pouco maior, seus pais, seus avós, seus irmãos. Em um outro maior ainda, seus primos, cunhados, demais parentes. Em mais um anel deste círculo, seus amigos e assim, de acordo com tuas possibilidades, você vai ampliando os anéis deste círculo.

Se todos agirem assim, estes círculos, uns pequenos, outros grandes, acabarão por se encontrar e pouca gente ficará fora deles. Da mesma forma deve ser o poder público. Vários círculos devem ser montados para atender a população, e sempre haverá as ações preferenciais, que serão destinadas aos nossos cidadãos, primeiramente. Depois àqueles que chegam a nossa cidade à procura de uma oportunidade, de uma ajuda ou até mesmo abandonados pela sorte, como parece ser o caso do homem da foto.

Este homem que está aí na foto pouco pode esperar da administração pública a não ser o atendimento social, um exame médico, uma medicação, uma alimentação emergencial. Talvez até um atendimento psicológico. Mas nada mais que isto. Não é problema da prefeitura. É um problema mundial.

O ser humano ainda é algo a ser explicado.

Nenhuma cidade quer ver pessoas nesta situação jogadas pelas praças. Ninguém quer isto, mas infelizmente o problema existe. Em vez de criticar, acusar, tentar jogar a responsabilidade sobre alguém, vamos pensar no que fazer. Como ajudar ?

Deixo minha sugestão: Recolher o cidadão, levá-lo a um banho, corte de cabelo, fazer a barba,
dar-lhe roupas limpas. Fazer um exame médico e se necessário medíca-lo. Verificar sua origem,
para onde quer ir ou voltar, ajuda-lo com uma passagem de ônibus.

Só não devemos permitir que pessoas desocupadas, sejam elas doentes ou não, abandonadas,
perdidas ou desanimadas permaneçam em nossas ruas e praças. Serviço Social é para isto.

E tenho ainda uma lógica: Não se deve dar dinheiro a pedintes, pois às vezes isto se torna hábito. Dê um alimento, uma roupa usada e encaminhe-o à assistência social. Mas não façamos de nossa cidade uma casa de caridade porque isto é utopia.

Nós, cidadãos, devemos cuidar de nossa cidade como cuidamos de nossa casa.

FATO E FOTO

Vejo no jornal Diálogo desta semana, página 7, a matéria sob o título “Imagem da Semana”. Ali está a foto de um cidadão dormindo no chão, sobre trapos, ao lado de um banco da praça.

Pode até parecer uma falha da administração pública mas devemos mirar muito bem a foto e o fato e refletir:

O que leva um homem até este ponto de decadência ?

Uma grande decepção, uma doença, o desemprego, o abandono familiar ?

Uma coisa é certa. Ninguém nasce assim, nem cresce assim. Por mais pobre que sejamos, teremos sempre nossa dignidade e é ela quem nos dá forças para enfrentar as dificuldades da vida. Mas é o espírito que nos dirige. Uma pessoa de personalidade mais fraca tem mais dificuldades para enfrentar os problemas. Daí vem o desânimo, o alcoolismo, o abandono.

Uma vez na sarjeta, a recuperação é muito difícil. Ninguém lhe dará trabalho, e ele também não terá mais forças nem disposição para tal. Ninguém lhe dará apoio. E ele entrega-se ao destino.

Engana-se quem acha que a prefeitura possa resolver todos os problemas. Isto seria uma maravilha. Com certeza, não se trata de um cidadão extremense, pois nossa cidade tem emprego para quem quer trabalhar. Talvez seja uma destas pessoas que saem pelo mundo, sem destino, em busca de qualquer coisa que nem ele mesmo saberá explicar. São as coisas do ser humano que nem a razão explica.

Então, esta deve ser a grande preocupação de todos nós. Não devemos nos perder nem permitir que os nossos se percam. É preciso proteger e ajudar os mais próximos de nós. Imaginem um círculo como tua possibilidade de ajudar e dentro dele você sua esposa e seus filhos. Depois, em outro círculo um pouco maior, seus pais, seus avós, seus irmãos. Em um outro maior ainda, seus primos, cunhados, demais parentes. Em mais um anel deste círculo, seus amigos e assim, de acordo com tuas possibilidades, você vai ampliando os anéis deste círculo.

Se todos agirem assim, estes círculos, uns pequenos, outros grandes, acabarão por se encontrar e pouca

gente ficará fora deles. Da mesma forma deve ser o poder público. Vários círculos devem ser montados

para atender a população, e sempre haverá as ações preferenciais, que serão destinadas aos nossos cidadãos, primeiramente. Depois àqueles que chegam a nossa cidade à procura de uma oportunidade, de uma ajuda ou até mesmo abandonados pela sorte, como parece ser o caso do homem da foto.

Este homem que está aí na foto pouco pode esperar da administração pública a não ser o atendimento

social, um exame médico, uma medicação, uma alimentação emergencial. Talvez até um atendimento

psicológico. Mas nada mais que isto. Não é problema da prefeitura. É um problema mundial.

O ser humano ainda é algo a ser explicado.

Nenhuma cidade quer ver pessoas nesta situação jogadas pelas praças. Ninguém quer isto, mas infelizmente o problema existe. Em vez de criticar, acusar, tentar jogar a responsabilidade sobre alguém, vamos pensar no que fazer. Como ajudar ?

Deixo minha sugestão: Recolher o cidadão, levá-lo a um banho, corte de cabelo, fazer a barba,

dar-lhe roupas limpas. Fazer um exame médico e se necessário medíca-lo. Verificar sua origem,

para onde quer ir ou voltar, ajuda-lo com uma passagem de ônibus.

Só não devemos permitir que pessoas desocupadas, sejam elas doentes ou não, abandonadas,

perdidas ou desanimadas permaneçam em nossas ruas e praças. Serviço Social é para isto.

E tenho ainda uma lógica: Não se deve dar dinheiro a pedintes, pois às vezes isto se torna hábito.

Dê um alimento, uma roupa usada e encaminhe-o à assistência social.

Nós, cidadãos, devemos cuidar de nossa cidade como cuidamos de nossa casa.